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A crise Brasil x Israel: O que ganhamos nós com isso?

Na linguagem chula e popular, é como se nós brasileiros tivéssemos “pisado em rastro de corno”, já que, “quando o urubu está de azar, o de baixo caga o de cima”. Isso tem tudo a ver com a infeliz, inoportuna e desastrosa declaração do presidente Lula, ao comparar as ações de Israel, contra o Hamas, ao holocausto nazista, praticado por Adolf Hitler, contra os judeus, ensejando o genocídio de seis milhões destes. Comparar o conflito Israel x Hamas ao holocausto nazista é reabrir uma ferida existente no coração da humanidade, que não cicatrizou. É inaceitável!

Todos lembram que, no Governo passado, do brasileiro comum até o mais próximo assessor do então presidente Bolsonaro, todos ficávamos esperando atemorizados, pela próxima “pérola” por ele a ser dita, especialmente quando falava a seus seguidores, no chamado cercadinho do Palácio do Planalto. Claro! Afinal, era a palavra do presidente da República.

Quando todo mundo achava que as bravatas de Bolsonaro eram coisa do passado, eis que ressurge ele, “encarnado” na pessoa de Lula que, em matéria de política externa tem sido um verdadeiro e vexatório desastre para a diplomacia brasileira. Basta dizer que, não se tem notícia de que um mandatário brasileiro tenha sido oficialmente declarado “persona non grata” por outro país, como agora está Lula sendo considerado por Israel.

Sabe-se que há uma velha máxima na diplomacia internacional, que preconiza o fato de que, entre nações não há amigos. O que há são interesses. Eis a razão pela qual, mesmo entre nações antagônicas e que nutrem algum clima de rivalidade, há princípios balizadores entre elas; são esses princípios que norteiam o relacionamento existente, independentemente de serem estes bons ou maus.

Por conta da aludida manifestação do mandatário brasileiro – que ensejou a crise diplomática entre o Brasil e Israel – a pergunta é: O que ganha o Brasil com isso? E a pergunta se reveste de um inconformismo sem precedentes, porque há, entre nós laços fortes de amizade histórico-cultural entre os dois povos. Nem Lula nem ninguém tem o direito de querer “melar” esse vínculo existente entre nós.

É notável, a pressão política, no Brasil, para que Lula peça desculpas a Israel e isso não seria o fim do mundo, caso ocorra. Só que, no meio do caminho há pedras de tropeço e nos referimos a aliados de Lula, que defendem a postura do líder petista, como é o caso de uma vereadora petista do Recife (Liana Cirne) que, malgrado ser uma voz de baixo calibre, vem mostrar que a insensatez parece não ter limites, mesmo que seja para prejudicar a imagem do Brasil, aqui dentro e perante o resto do mundo.

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