Blog Luis Machado

Notícias

ARCEBISPO rejeita texto-base da Campanha da Fraternidade 2021

Resultado de imagem para fotos do arcebispo de juiz de fora-MG

Criada no Brasil, na década de 1960, para suscitar políticas públicas de cuidado aos desvalidos, a Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB -, tem desvirtuado, ao longo dos anos, o objetivo a que se propôs – servindo à ideologias outras, tais como a de inspiração marxista, até mais do que doutrinária da Igreja Católica -, a ponto de não mais contar com o apoio de muitos Bispos, como se vê da declaração do Arcebispo de Juiz de Fora, Minas Gerais que, de forma sutil e delicado manejo, decidiu por não mais acatar a referida orientação da CNBB.

“No Brasil já é costume realizar a CF na época quaresmal. Nos temas próprios da espiritualidade quaresmal, a saber, Penitência, Oração e Esmola (caridade), ela está mais ligada ao terceiro tema. A CF não obriga às dioceses, mas é uma oferta pastoral da CNBB às Igrejas Particulares a critério do Bispo Local. Já houve, no passado, Dioceses que não quiseram realizar a CF por discordar de certos textos propostos.

De cinco em cinco anos, nós, os Bispos do Brasil, por votação da maioria em Assembleia Geral, decidimos realizá-la de forma ecumênica (CFE), convidando aos cristãos não católicos a se unirem conosco nesta vivência fraternal. Neste ano houve uma grave falha com relação ao texto-base que tem provocado séria polêmica, por apresentar conceitos duvidosos em relação à doutrina social e à Moral Cristã, em sua redação e na sua subjacência, sendo a autora adepta de correntes morais não aceitas pela Igreja Católica e nem por grande parte dos nossos irmãos evangélicos. Após ler, ouvir e ver praticamente todos os posicionamentos prós e contra, em consciência, e para ser fiel à Igreja, oriento que o texto-base da CFE 2021 não seja utilizado em nossa Igreja Particular.

Essa nossa decisão não seja interpretada como posição contrária à CNBB, da qual sou parte, e nem oposição ao legítimo diálogo ecumênico e inter-religioso, do qual sou adepto, fiel que sou ao Concílio Ecumênico Vaticano II e ao que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre o ecumenismo.

A explicação da polêmica como apenas questões entre conservadores e liberais não me parece séria. Há algo mais profundo na base da questão.

Contudo, o tema e o lema da Campanha, independente do referido texto-base, são belos e devem ser acolhidos: Tema: Fraternidade e diálogo: compromisso de amor. Lema: Cristo é a Nossa Paz: do que era dividido, fez uma unidade. Sugiro para base de nossa reflexão quaresmal a Encíclica Fratelli Tutti e a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma.

A todos desejo um profícuo tempo quaresmal, movido pelo mandamento de nosso Salvador e Mestre: “Que todos sejam um, ó Pai, como eu e Tu somos um” (Jo 17, 21). Envio-lhe a minha benção episcopal.

Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, 15 de Fevereiro de 2021.”

Aos interessados em se aprofundar quanto à temática, sugerimos procurar o referido documento, o qual deverá ser encontrado nas livrarias católicas e paróquias de todo o Brasil.

Comento, argumento. Só não invento!

WhatsApp do editor do Blog Luís Machado: (81) 98732.5244.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Recentes

Olá