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Arthur Carvalho: um remanescente da boa escrita agora na Academia Pernambucana de Letras

Arthur Carvalho: um remanescente da boa escrita agora na Academia Pernambucana de Letras

Arthur Carvalho: um remanescente da boa escrita agora na Academia Pernambucana de Letras

Arthur Carvalho: um remanescente da boa escrita agora na Academia Pernambucana de Letras

“Por Ricardo Paes Barreto.

Meu amigo querido, Arthur Carvalho, em linguagem amena, musical, escreve no Jornal do Comercio para quem gosta, para os de gosto simples e de bem com a vida. Hoje, Arthur lembra de um dos ícones da nossa juventude, o jóquei Luiz Rigoni. É por ele e por José Paulo Cavalcanti, Gustavo Krause, Luiz Otávio Cavalcânti que os jornais locais ainda mantém alguma coisa de inteligente. Faz falta. Em Redações dominadas pela mediocridade premiada, são insubistituíves.

Crise na Imprensa, transformada em negócios de secos e molhados, os jornais deixaram de ser impressos; são espremidos e sobra pouco. Os profissionais que lá estão, são os que se encontram no mercado. Não se pode exigir qualidade. Vá ver, nem bons livros leram na vida. Pena.

Arthur Carvalho de tanta experiência ao longo de uma vida bem vivida, boêmio sem mácula, cultor da boa mesa, do melhor uísque escocês, cultiva agora uma experiência na Academia Pernambucana de Letras. Promissórias? Não custa lembrar que, ali, em passado não muito ressente, funcionou uma estribaria. O ar nauseabundo, nunca saiu de todo. A presidente mais recente, andou misturado a alfafa e impediu o ingresso do historiador Leonardo Dantas Silva, por motivos inteiramente pessoais.

Também não custa lembrar que a área territorial cultivada por um psiquiatra da extrema direita, ligado à Tradicional Família e Propriedade, baluarte do Golpe de 1964, quis se apropriar do pedaço.

Não fora Andrade Lima Filho e Marcos Vilaça, com apoio do então governador Eraldo Gueiros, o local continuaria criando bestas e jegues, longe dos cavalos conduzidos por Rigoni. Pernambuco tinha tradição. O primeiro cavalo premiado em grades corridas no Brasil fora criado no Haras Mamanguape, aqui no município do Paulista, do empresário Arhur Lundgren. Era Mossoró e o ano de 1933.

Arthur, escreve sobre tudo isso com muita graça e leveza. Coisas que estão em falta no mercado, tomado pela ignorância tonitruante. O que existe lembra um bombo; pode fazer zoada, mas é vazio por dentro.

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*Ricardo Paes Barreto é jornalista.

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