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Blog Luís Machado – Coluna da sexta.

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Jair Messias Bolsonaro: Um presidente ou um dissidente?

‘Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?’; “Vocês não ficaram em casa. Não se acovardaram. Temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”; “Atividade essencial é toda aquela necessária para um chefe de família levar o pão para dentro de casa”; “Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”.

Tenho cada vez mais me convencido de que, HAJA O QUE HOUVER E PASSE O TEMPO QUE PASSAR, O MAL POR SI SÓ, SE DESTRÓI. Penso que isso se adequa e tudo tem a ver com as frases acima ditas pelo senhor presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido) nas últimas horas.

Ainda no primeiro turno da campanha presidencial de 2018, analisando o cenário de então, dissemos que, caso eleito, os opositores de Bolsonaro não sossegariam enquanto não o tirassem do poder. Só não imaginávamos que isso se daria com a ajuda do próprio presidente e dos filhos dele. Isso é consenso até mesmo por alguns de seus apoiadores equilibrados, mais próximos.

Bolsonaro, tão logo que assumiu, entrou no que, para ele, é uma espécie de “redoma blindada e protetora” de tudo o que ele possa pensar e querer, achando que isso é possível, pelo simples fato de que, ele é o presidente e ponto. Ora, convenhamos! Se no dizer do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente – quando diz palavrões – “fala a língua do povo” e que isso em nada interfere no desempenho do País, por outro lado não é razoável imaginar que, diante da perplexidade dessa pandemia, possa ele esboçar seu rosário de insanidades, como se isso não gerasse consequências.

Que o Presidente tem razão acerca dos efeitos nefastos imediatos que, podem se abater sobre nós, se ficarmos trancafiados em casa por muito tempo e sem produzir, isso é inegável. Neste particular, ele tem razão. Mas também é certo que, agir como tem agido Bolsonaro, na forma de encarar o problema, há muito passou de todos os limites, a ponto de tornar-se ele uma ameaça real ao País.

E nem estou a dizer que tudo dependa do Presidente. Não. Tudo depende é de cada brasileiro de bom senso, especialmente dos ocupantes de postos de comando, nas três esferas de poder da República. Não é possível nem imaginável que só haja um basta na postura do presidente, quando tudo ficar fora de controle, em prejuízo dos brasileiros, com reflexos no mundo inteiro.

Inegável que, a postura do presidente, em relação à pandemia, nestes últimos 12 meses desagrega e compromete as conquistas sócio-políticas e econômicas, fruto de muita luta do povo, nas últimas décadas, com destaque para sua própria eleição, naquelas circunstâncias. Retroceder a ponto de nos mergulharmos no mar de lama econômico e até ideológico do passado recente é simplesmente inaceitável. Sob todos os aspectos.

Temos dito aqui que, a tragédia em curso, era anunciada. Assim como já é anunciada uma catástrofe de proporções inimagináveis, diante da fadiga e quase desespero que se avizinham. Em suma, o fato é que precisamos de um presidente e não de um dissidente. E não pensem que estejamos sendo pessimistas. Contra fatos não há argumentos.

Rapidíssimas

  • . Valentões contra mulheres – Se cuidem, machões! No dia Internacional da Mulher (8 de março) haverá novidade. “Posso Provar” (www.possoprovar.org) é uma plataforma voltada para que as mulheres que sofrem algum tipo de violência possam colher provas digitais estáticas com validade jurídica contra os agressores. A iniciativa gratuita é fruto de uma parceria da BIDWEB com a OriginalMy, responsável pela tecnologia de blockchain capaz de capturar as provas e, ainda, enviar para os operadores do direito, responsáveis pelo caso.

  • . Estado reabre UTIs – Não era melhor ter deixado os hospitais de campanha, até que a pandemia, de fato, ficasse sob controle? O fato é que, a rede pública de saúde de Pernambuco será reforçada, amanhã, com mais 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), destinados aos pacientes com a Covid-19. As vagas – anunciadas pelo secretário de Saúde André Longo – serão abertas por meio de um contrato entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e o Hospital Memorial Jaboatão, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

  • . Faz sentido – Empurrados por suas “bases” políticos se mobilizam para incluir as atividades religiosas como sendo essenciais. O curioso é que, a iniciativa com maior densidade, neste aspecto, tem sido dos evangélicos, quando deveria ser dos católicos. Até pelo percentual deles ser muito maior. De fato, deixar as igrejas de fora da essencialidade concebida pelo governo do Estado, é querer mitigar a importância da fé do povo. Em Pernambuco isso é fato. Deveria ter imitado vários Estados e não querer deixar as Igrejas de fora.

  • . Deputada Gleide Ângela apareceu! – Para quem dizia está a delegada em lugar incerto e não sabido, desde sua eleição, em 2018, uma boa notícia! Olhe que fantástico! Foi aprovado, por unanimidade, hoje, pelos deputados presentes em plenária remota, o projeto de lei que versa sobre a aplicação de multas administrativas para aqueles que fraudarem a ordem de preferência estabelecida durante o processo de imunização contra o novo coronavírus. A proposta é uma ação conjunta da deputada Delegada Gleide Ângelo com o deputado Clodoaldo Magalhães. Agora, o projeto final segue para o palácio Campo das Princesas onde será sancionado pelo governador. Ela sabe que reeleger-se em 2022 é nada mau! Será que vai?

  • . E o auxílio emergencial? – Este é um capítulo à parte, da novela. No atual cenário, pergunta-se: Serão beneficiados todos os sortudos do ano passado? Ora, sabe-se que muita gente rica e até famosos receberam o auxílio, enquanto verdadeiros miseráveis deste País ficaram de fora. Vamos esperar pra conferir.

  • Ipojuca em pé de guerra? – Informações vindas de lá, são de que, até Mandado de Segurança foi impetrado, sendo porém, negado pela Justiça. O Mandado de Segurança foi impetrado por seis vereadores aliados da prefeita de Ipojuca, Célia Sales (PTB), que tentavam anular a aprovação do orçamento de 2021 por não haver a presença de dois artigos. Em sentença proferida no último dia 1º, a juiza Nahiane Ramalho de Mattos não considerou válida a alegação dos parlamentares de que, por se tratar de matéria orçamentária, a rejeição dos artigos 10 e 11 necessitaria de 09 votos (2/3 da casa). O mesmo argumento foi endossado pela Prefeitura.

Comento, argumento. Só não invento!

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