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Blog Luís Machado – Coluna do sábado

Dois anos de golpe: mais desempregados, menos carteira assinada - Rede  Brasil Atual

14 milhões de desempregados: Números, superiores à população de Portugal.

Somos um blog de inspiração política. Contudo, é difícil não denunciar o quadro desolador no qual encontram-se milhões de brasileiros. Está o País mergulhado numa crise sem precedentes – sanitária, econômico-financeira, social e política -, com data de início e sem data para terminar, nesse cenário no qual nos encontramos. Os números são incontestes, são reveladores.

Por mais que a mídia relate a realidade, nunca mostrará o retrato da mesma, como ela é. Números são números. É matemática. Com cerca de 14 milhões de desempregados, já superamos toda a população de Portugal, por exemplo. Se antes da crise já éramos campeões mundiais em desigualdade social, o que dirá agora? Se a população já era vítima de vergonhosa e cruel concentração de renda nas mãos de meia dúzia de afortunados, o que dizer agora, com a ausência de uma rede de proteção efetiva aos desvalidos, por parte do Estado?

Se o colapso na rede hospitalar é reflexo do histórico estrangulamento existente por décadas a fio, as condições de vida (financeira) do povo não é diferente. Mas, se a grande maioria da população sofre os efeitos da crise, o mesmo não ocorre com as “castas” de privilegiados, instalados em postos de função ou de comando, nas esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Enquanto a imensa maioria do povo está atônita diante das incertezas do amanhã, as elites não parecem preocupar-se na mesma proporção. Basta vê o noticiário acerca das benesses das chamadas classes A e B. Para estes, se há alguma diferença, esta consiste apenas na momentânea falta de progressão geométrica dos lucros e bem estar. Basta ver o cardápio objeto de licitação, feita pelo Gabinete do Governo de Pernambuco, regado a queijos finos e vinhos 12 anos, só para citar alguns.

Não se pense que todo o País esteja em frangalhos. Não está. Basta olhar balancetes trimestrais de gigantes empresariais, tanto estatais quanto privadas. Basta olhar setores como o agronegócio e a indústria da tecnologia de informação, só para citar algumas que, nestes tempos difíceis cresceram ainda mais, fazendo jus ao ditado: ‘quando uns choram, outros vendem lenços’.

Em suma, na inexistência de políticas voltadas a todos os pobres, necessário é que estes fomentem entre si o espírito solidário e se possível, assistidos ou coordenados por entidades do chamado Terceiro Setor (ONGs, OSCIPs, Associações, Igrejas, etc). Ou então, nos moldes antigos, em que se um vizinho ficava sem determinado mantimento, trocava o que lhe sobrava, por aquele que lhe faltava. No final, todos ‘tinham tudo em comum’ e quase nada faltava entre eles.

Rapidíssimas

  • Bolsonaro é Bolsonaro – Será que o Presidente tem mesmo peito para tudo isso? Sem dar detalhes, Bolsonaro diz que (ele diz, né?) que daqui para frente, ‘governador que fechar estado’ deve bancar auxílio emergencial. Em visita a Caucaia (CE) nesta sexta-feira (26), presidente fez críticas a governadores que adotam medidas mais restritivas para conter a pandemia de Covid-19, como implantação de toque de recolher e proibição total de atividades não essenciais. Será que ele não sabe que na outra banda tem o Supremo Tribunal Federal, para obrigá-lo a mandar dinheiro aos espertinhos governadores do Nordeste?

  • Presidente da Câmara, o buraco é mais embaixo – Para evitar a derrota, Lira desiste de votar PEC da Imunidade e envia texto para comissão. Líderes ficaram contrariados com tramitação acelerada da proposta e discordaram de trechos da matéria. Presidente da Casa, Arthur Lira, anunciou comissão para analisar o texto. Com tanta coisa pra cuidar, com urgência, essa gente parece brincar com fogo!

  • Quer matar a mulher, em defesa da honra? – Nem pensar! Decisão de Dias Toffoli acaba com possibilidade de réu apelar para legítima defesa da honra. Ministro do Supremo Tribunal Federal tomou decisão ao julgar ação do PDT, que pediu a extinção do argumento nos julgamentos em tribunais de júri. Poxa! A gente até gostava de fazer tal defesa, na tribuna do Júri! Melhor mesmo acabar com essa palhaçada.

  • Reintegração de posse contra estrangeiros? – Sabe aquele ditado de que ‘quando o urubu tá de azar, o de baixo caga o de cima’? Pois é o que está ocorrendo na ponte que liga o Brasil ao Peru, por conta da presença de haitianos que, desesperados tentam sair do Brasil, não conseguem entrar naquele País, já que lá eles fecharam as fronteiras. A União entrou na Justiça Federal com a medida pra retomar a ponte. A pergunta é: Será tão difícil se compadecer do sacrifício desses pobres miseráveis, sem governo e sem Pátria? Bastaria boa vontade política pra resolver o impasse. Convenhamos?

  • Presidente do Senado proíbe entrada no prédio – E agora, prefeitos? Como os senhores irão fazer um rolé, no DF com esposas, piriquitos e papagaios, sob alegação de que precisam correr atrás de verbas parlamentares aos seus municípios? Ô pandemia maldita, meu Deus! Tadinhos!…

  • Ministro Gilson Machado libera ou não, a grana? – Diante das novas medidas protetivas para tentar barrar o avanço do desgraçado coronavírus, irá o ministro do Turismo, Gilson Machado liberar a prometida dinheirama aos Municípios? Afinal, como fazer turismo, ficando em casa? Eu, hein!

Comento, argumento. Só não invento!

WhatsApp do editor do Blog Luís Machado: (81) 98732.5244.

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