Jesus agonizou e continua agonizando.

- Desde que nos entendemos por gente e a começar por nossos pais da antiguidade judaica, cuja religião germinou o cristianismo, por assim dizer – contando, para traz os cerca de 4 mil anos de judaísmo – a história nos oferece a pessoa de Jesus Cristo, como sendo divisor de águas, especialmente em matéria de fé. O testemunho cristão, nesses últimos dois mil anos tornou-se parâmetro balizador da ética e da moral, como valores terrenos de contornos sobrenaturais, na perspectiva de obtermos a felicidade.
É a felicidade (nos moldes preconizados pela mensagem messiânica), o bem mais valioso que o ser humano consegue alcançar, enquanto ser vivo, aqui, na face da Terra.
Partindo da premissa de que, do ponto de vista teológico e plasmado na matriz filosófica de São Tomás de Aquino e outros pensadores místicos católicos, o cristão deve ser outro Cristo, guardadas, evidentemente, as devidas proporções.
E é nessa mesma perspectiva que, nestes tempos confusos, marcados pela inversão de valores, dá o Cristo da era digital e inteligência artificial, o lancinante grito de dor, na pessoa dos que sofrem, gemendo e chorando amargamente, sob o peso da cruz, antes lapidada em madeira e hoje manifestada de outras formas.
São agora bilhões de Cristos crucificados, ao redor do Planeta, cujos pregos cada vez mais afiados, configurados nos flagelos multiformes destes “tempos modernos”, a trespassar não apenas pés, mãos e o lado, mas todo o corpo místico de Jesus, configurados, portanto, nos flagelos destes “tempos modernos”, em que a intolerância política e religiosa ditam quem está certo ou quem está errado.
A “indústria metalúrgica” dos pregos horrorosos de hoje, distingue e associa cada um desses artefatos, ao respectivo e quase infinito tipo de flagelo: Fome, desemprego, falta de moradia; descaso; mentira deslavada; falsas promessas; indiferença, privilégios escandalosos de alguns; falsidade e puxada de tapete contra o outro; insensibilidade à dor do próximo, abortos, vaidades, busca desenfreada pelo prazer e o sexo, assassinatos, corrupção, adultérios, divórcios, mendigos de rua, presidiários, inveja, tibieza às coisas espirituais e desolação quase total, fora e dentro das Igrejas, para citar apenas alguns flagelos.
Foram três horas de agonia que, ao longo desses 2023 anos, só fizeram aumentar a dor do Senhor das dores, onde o sentido de pecado perdeu sentido quase total. A insensatez já é a marca registrada dos nossos tempos e qualquer tentativa de recristianizar as ações de alguns, dá ensejo à taxação de homofobia e ofensa aos demais, “porque somos um Estado laico e, como tal, proselitismo cristão é considerado ofensa ao direito de outro, como se a própria Constituição Federal não preconizasse a livre manifestação de culto.
Para setores neopaganizados (hoje diabolicamente plantado nas instituições, em geral), ser cristão é ser infrator ao direito do outro, tudo como nos tempos de Herodes. Tudo com a conivência de natureza cartorária da esmagadora maioria de leigos católicos e protestantes, padres e bispos. Tudo do jeito que o Diabo gosta. O que consola e conforta é que, “tudo está consumado” e nada, absolutamente nada escapa aos olhos de Deus.
Uma coisa, no entanto, é certa: Haja o que houver e passe o tempo que passar, o mal por si só se destrói. Ainda que não seja assim, a mão pesada do Altíssimo um dia fará o devido acerto de contas, porque assim foi prometido e assim se cumprirá. Assim seja!
*Comento, argumento. Só não invento!
__________________________________
Contatos do editor do Blog:
WhatsApp: (81) 98732.5244.
Facebook: Luís Machado.
Instagram: @Luís Machado
Twitter: @LuísFerreira4.




