HOJE É FESTA DE CRISTO REI.

- É sabido no meio cristão católico que, de acordo com o calendário da Igreja, ao celebrarmos a solenidade de Cristo Rei, encerra-se, via de consequência, o Ano Litúrgico, cujo períoodo constitui-se de 34 semanas. A solenidade de Cristo, celebrada neste domingo, foi instituída em 1925, pelo Papa Pio XI, esta solenidade coloca os cristãos frente à realeza do rei Jesus.
Ora, o sentido da palavra Rei ou Reinado, preconiza a supremacia de alguém sobre os demais, em algum aspecto da vida humana e a pergunta que não quer calar, é: Sobre quem consiste o reinado de Jesus Cristo, numa sociedade que cada vez mais se distancia do Absoluto e põe no avanço do conhecimento (ciência, filosofia, tecnologia, etc) sua dependência, a ponto de alguns acharem que pouco ou quase nada têm a ver com Deus?
Sem adentrar muito ao mérito da pergunta e, numa linguagem simples e direta, a resposta é (“Meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas, agora, meu Reino não é daqui.”- JO 18,36). O reinado de Cristo consiste, em suma, na verdade, na caridosa prática do bem; na fé e no amor a Deus, através de nossos semelhantes. Isso pode e deve ser exercido sob o manto de qualquer religião, estado ou profissão, em qualquer época ou lugar deste Planeta.
Na contramão do que muitos pensam, “Ele (Jesus) é a antítese da realeza da riqueza e do poder. Não é por acaso que os evangelhos da liturgia de hoje, nos ciclos litúrgicos A, B, e C da Igreja, sempre nos colocam no contexto da Paixão de Jesus para contemplar Sua realeza. (…) A realeza de Jesus é a realeza do Amor Ágape de Deus por toda a humanidade e por toda a criação. Essa festa é a ocasião propícia para podermos reconhecer, mais uma vez, que na cruz de Jesus o ‘poder dominador’, o ‘poder opressor’, criador de desigualdades e exclusões, espalhador de sofrimento por todos os lados, está definitivamente derrotado”, explica o especialista em Teologia Pastoral Bíblico-Litúrgica, padre Anderson Marçal.
- O sacerdote destaca que o término do Ano Litúrgico é uma boa oportunidade de fazer uma revisão de vida, diante do que foram as propostas feitas por Jesus ao longo do ano.
“Durante todo o ano, na liturgia da Palavra, Jesus vai se apresentando a cada um de nós, vai mostrando seu Reino e para quê Ele veio. E (este) é o momento de fazermos uma boa revisão de vida, frente àquilo que a liturgia nos mostra, nos preparando para o encontro definitivo com Deus. Este encontro acontece a cada ano no Advento, em preparação ao Natal, mas chegará o tempo em que nos encontraremos definitivamente com Deus”, pontuou.
Padre Anderson afirma que enquanto as pessoas são peregrinas nesta terra, elas vivem sob a proteção da Misericórdia de Deus, mas ao morrer, na eternidade, todas contemplarão o mistério de Deus. “Esse mistério nós não conhecemos. Por isso, é sempre bom fazer uma revisão de vida, a partir do término do Ano Litúrgico e do Ano que se inicia no Advento (preparação para a chegada de Cristo, nos preparando para este fim”, explica.
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Comento, argumento. Só não invento!




