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BLOG LUÍS MACHADO. O Estilo Marco Maciel

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  • Nossa reflexão de hoje, versa sobre um dos personagens políticos mais notáveis da cena política brasileira, em praticamente cinquenta anos de vida pública. Estamos a falar de Marco Antônio de Oliveira Maciel ou simplesmente Marco Maciel, o qual, a rigor, dispensa apresentação.

Antes de mais nada, não custa lembrar que, a credibilidade dos políticos deste País parece ser coisa do passado – especialmente nos últimos anos e em grande parte por conta do rosário de escândalos internacionalmente conhecidos (com incontáveis operações da Polícia Federal e várias dezenas de condenações, pela Justiça -, escândalos esses, sucedidos pelos atuais e que parecem não terem fim, nos dando a sensação de que, de fato, chegamos ao fundo do poço.

Mas, eis que surge a feliz inspiração do jornalista brasileiro – Magno Martins, editor do Blog do Magno e âncora do programa radiofônico “Frente a Frente”, transmitido em cadeia, por dezenas de emissoras, no Nordeste – o qual publicou em seu site, uma sucessão de fatos da vida e da carreira do referido político pernambucano. Tais fatos estão agora narrados em livro, que será lançado na próxima quinta-feira (24), na Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, naquele que promete ser o acontecimento editorial de contornos políticos, do ano.

Falar sobre tudo o que Magno Martins revelou ao seu público leitor, careceríamos escrever outro livro, diante da copiosa riqueza de detalhes até então desconhecidos, como podem constatar aqueles que já compraram a obra. Impossível não se emocionar e edificar-se, acerca do que considero terem sido virtudes heroicas do ex-vice-presidente República que, vão muito além do cotidiano político-partidário.

Dizem que, “quem quiser ser bom, morra ou se mude”, o que não se aplica, nem de longe, a Marco Maciel e posso dizer, porque pude testemunhar isso, pessoalmente. Definitivamente, era o Marco de Pernambuco uma pessoa singular. Foi ele de atitudes e hábitos dissonantes do que normalmente se conhece. Detentor de qualidades há muito tornadas públicas, MM, pela coerência no que acreditava, protagonizava situações até mesmo desconcertantes. Católico de Missa frequente (quando, estando no Recife) portava-se na fila da Comunhão na Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Boa Viagem, como um verdadeiro fidalgo (pela discrição e piedade), próprios daqueles tempos em que reis e rainhas eram tementes a Deus, alguns dos quais foram elevados à glória dos Altares.

Narrando sobre o Marco Maciel católico, (creio que esteja também no livro “O Estilo Marco Maciel”) Magno diz que, certa vez, não querendo viajar sem antes ir à Missa e, não havendo compatibilidade para ele, quanto ao horário da celebração eucarística, o celebrante foi convencido a celebrar fora do horário, praticamente apenas para o ilustre e fiel devoto.

Malgrado seus opositores da época – de que Maciel teria sido braço direito da ditadura militar e que nada fez por Pernambuco – o ex-presidente fez mais do que qualquer um deles. Hoje o enaltecem.

Não se tem notícia de político mais honesto ou de que algo tenha desabonado sua conduta moral e cívica. Se existe algo que deixe a desejar, seria apenas o fato de que, por conta do maldito viés ideológico, não se vê honrarias póstumas, à memória de Marco Maciel, como era de se esperar, bem ao contrário de outros vultos que emprestaram seus nomes para tudo o que é de logradouro, no Recife e no Estado. Isso, sem falar que, durante os dez anos de agonia do político, pouco se falou em seu nome, em Pernambuco.

A contar, pela monumental importância de MM, ouso dizer que, aqui, no Estado (ante às poucas honrarias a ele concedidas até agora), colocaram-no na vala comum, como se fora ele político de segunda ou terceira classe, o que jamais teria ocorrido na Bahia ou no Ceará, por exemplo. Dada à importância do referido estadista, apesar da ingratidão das elites políticas, Marco Maciel tornou-se mais do Brasil do que de Pernambuco.

Só que, para calar a boca dos ingratos e míopes contumazes da política carreirista, Marco Maciel, por seu grande espírito iluminado/iluminador, caiu no radar de um jornalista sertanejo dos Afogados da Ingazeira que, talvez por espelhar-se na abelha mais perspicaz da colmeia, soube produzir o mel mais precioso, extraindo o néctar mais nobre, que uma flor do campo é capaz de oferecer.

Creio que, para satisfação dos pernambucanos de raiz, se alguém ainda tinha dúvida, acerca da nobreza e magnitude do Magno jornalista, isso agora cai por terra. Aos eventuais céticos e duvidosos, fazemos nossas, as palavras do famoso poeta português, Fernando Pessoa, para quem “tudo vale à pena, se a alma não é pequena”. Parabéns, Magno!

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