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BLOG LUÍS MACHADO. Na ressaca de Bolsonaro. Domingo, 02-07-2023

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  • Ainda na ressaca da cassação dos direitos políticos de Bolsonaro, cumpre dizer que, é copioso o acervo de análises, contra e a favor, mas poucos se dão ao trabalho e à coragem de apontar, de forma isenta e imparcial, os reais motivos ensejadores da inelegibilidade do ex-presidente.

Vimos que o pano de fundo do Tribunal Superior Eleitoral, para “embasar” a decisão de cassação, foi a atitude tomada pelo ex-mandatário, em desqualificar o processo brasileiro de votação, nas urnas eletrônicas, o que, convenhamos, é “discurso para inglês ver”, dado à fragilidade de tal afirmação.

É claro que a motivação não foi nem poderia ser só por isso. Bolsonaro, no curso de seu mandato, surfou na onda de pautas intrinsecamente ligadas à formação do povo brasileiro, tais como Deus, Pátria e Família e quanto a isso não há quem conteste. Utilizou-se disso para desqualificar os contrários, dentro e fora do País. Até aí, tudo certo e nada de mais, não fosse por um pequeno grande detalhe.

Primeiro, não cabe falar em Deus, Pátria e Família, sem ser o primeiro a dá exemplo, na medida em que isso preconiza atitudes claras de perdão, afabilidade, nacionalismo (sem populismo) e observância aos mandamentos da Lei de Deus.

Mas o que se viu foi um presidente desbocado e truculento que, ao menor sinal de contestação da parte de algum jornalista, por exemplo, este era, de plano, escorraçado, na mais pura e evidente inobservância da liturgia do cargo. Isso era tudo o que seus adversários queriam para insuflar a opinião pública.

Como lembram, o presidente desistiu dos préstimos de um general porta voz e ele próprio preferiu acercar-se de apoiadores, num cercadinho, ao redor do Palácio e dali falava ao mundo, como se fora ele expert na comunicação de massa, para incredulidade de assessores dele, em alguns momentos. Ali, não eram poupados setores do Congresso, do STF, do TSE, da imprensa e outros que dele ousassem divergir.

Bolsonaro subestimou a capacidade de reaglutinação da forças de esquerda e quando percebeu isso, já era tarde. Passou, então, a usar de artifícios nada republicanos. Exemplo disso foi a tentativa de blindar a família, das investigações da Polícia Federal, suficiente para bater de frente com o até então ícone da anticorrupção, Sérgio Moro, o qual não se submeteu aos caprichos do presidente e tudo deu no que deu.

Como se fosse pouco, veio a pandemia e Bolsonaro arvorou-se no direito de insurgir-se contra o modus operandi de governadores, prefeito e até do Supremo. Mais uma vez, era tudo o que seus inimigos políticos queriam.

Resultado: Malgrado alguns terem agido criminosamente, na apropriação indébita de milhões de Reais enviadas a Estados e Municípios, angariou ele a pecha de ter sido o causador das centenas de milhares de brasileiros mortos pela Covid. É claro que nisso há exageros, pois, se tivesse o presidente tido outra postura, ainda assim, teriam morrido centenas de milhares, a exemplo de outros países.

Como se tudo isso não bastasse, Bolsonaro era “auxiliado” pelos filhos que, sem pudor e urbanidade, achavam lindo medir forças até mesmo com representantes de outros países. Quem não lembra das trocas de farpas entre Eduardo Bolsonaro e o embaixador da China?

Sem falar noutros fatos e incidentes, Bolsonaro, uma vez vencido nas urnas, viaja aos Estados Unidos, na véspera da posse de Lula, sem a este passar a faixa presidencial. Enquanto isso, seus apoiadores ficavam expostas a sol e chuva, em frente aos quartéis, em várias partes do País, à espera de um líder que já não voltaria com suas motociatas, Brasil afora.

Pois muito bem. Apesar de todas as estripulias, Bolsonaro, por obra e graça do poderio da máquina (ajudado pelo bom desempenho de alguns ministros), foi ao segundo turno e viu seu Partido eleger o dobro de governadores (8 governadores), em relação aos apoiados por Lula (que elegeu 4), além de estupendo número de deputados e senadores.

Achava Bolsonaro que sua bancada, ligada ao Centrão, iria engessar o Governo Lula, sem se dá conta de que, quem manda no Brasil é o citado Bloco, liderado por Arthur Lira, presidente da Câmara. Aos poucos, o ex-presidente foi vendo que, a dinheirama derramada por Lula ao Congresso (incluindo seus correligionários parlamentares do PL) o deixou anêmico e sem oxigênio.

*Sem forças para barrar as vingativas investidas do TSE contra ele, Bolsonaro não obteve a esperada ressonância de seu partido, face à Corte eleitoral, aparelhada, pró Lula, até os dentes. Deu no que seus inimigos queriam, embora estes queiram sugar até a última gota de sangue do Capitão. E olha que ainda há 16 (dezesseis) processos tramitando contra o ex-presidente.

Assim como trouxeram uma cortina de fumaça – reunião de Bolsonaro com embaixadores – para não ficar muito na cara, a esquerda, em comunhão com TSE e STF avançam na cassação de outros opositores a Lula e o alvo agora é o senador Sérgio Moro. Mas tudo faz parte de um diabólico plano ditatorial que visa quebrar as pernas da chamada direita brasileira.

Como se vê, enquanto a esquerda desde sempre trabalha silenciosamente e com cérebro, a direita faz barulho e aposta suas fichas em bravatas de força, como fez Jair Messias Bolsonaro, nestes últimos quatro anos.

A pergunta que não quer calar, é: Ficará a direita a ver a banda passar para, mais uma vez e mais tarde ficar a chorar o leite derramado?

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*Comento, argumento. Só não invento!

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