ANDERSON FERREIRA E RAQUEL LYRA: AMBOS TÊM VOO DE GALINHA

- Não é difícil perceber que os pré-candidatos ao governo do Estado de Pernambuco, Anderson Ferreira (PL) e Raquel Lyra (PSDB), prefeitos de Jaboatão e de Caruaru, respectivamente, se assemelham muito, em dados comparativos, num cenário em que os dois, se apresentam como pré-candidatos oposicionistas, nas próximas eleições.
Tanto Anderson quanto Raquel, são prefeitos reeleitos e fazem oposição ao governo do Estado; São crias nascidas em berço (de ouro) político e por isso se profissionalizaram facilmente na política, já que ambos vieram das escolas de seus familiares. Mas não é só. Ambos passaram pelo PSB (ao qual fazem oposição), partido que comanda os destinos da Capital e do Estado há quase duas décadas. Todavia, o que mais lhes deixam parecidos é que, querem os dois governar Pernambuco, quando não conseguiram sequer, ser líderes incontestes, nos municípios por eles administrados.
Anderson Ferreira, por sua vez, foi eleito em 2016, em cima do ex-vereador Manoel Pereira Neco, numa eleição conturbada e temperada por denúncias de abuso de poder econômico mas que, apesar disso, ainda no primeiro mandato, trouxe o então adversário para seu Grupo político. Para se ter uma ideia, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes não conseguiu emplacar um nome sequer, na mesa diretora da C:amara de Vereadores – biênio 2023/2024. A grande maioria dos vereadores não morre de amores pelo prefeito que, como disse um parlamentar jaboatonense ao Blog Luís Machado, em reserva: “o prefeito Anderson Ferreira não tem o menor respeito à Câmara de Vereadores do Jaboatão”.
Raquel Lyra, por sua vez, malgrado ter sido reeleita, em fevereiro passado, não conseguiu sequer, aprovar o Projeto de Lei, que visava autorizar a abertura de crédito suplementar de até R$ 100 milhões acima do orçamento aprovado para 2022. Traduzindo: Assim como Anderson Ferreira, em Jaboatão, Raquel Lyra, em Caruaru, carecem de liderança que os tornem fortes e legitimados à chefia do Executivo estadual.
Curioso é que, a sete meses das eleições, os citados pré-candidatos – através de pesquisas pra lá de duvidosas – pontuam como muito bem avaliados na corrida ao Palácio do Campo das Princesas – mas a pergunta que se faz é: Seria possível ser líder no Estado, quando não se é, no próprio Município? Em outras palavras, ambos querem alçar voos mais altos, mas, a verdade é que os dois têm voo de galinha.
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