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Blog Luís Machado – Quarta-feira

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O Assunto: A desumanidade da

entubação sem kit

Entenda: Por que o RS atende mais de 100% da capacidade de UTIs | Rio  Grande do Sul | G1

Somente quem teve ou tem um parente entubado, na UTI de um hospital, com Covid-19, pode mensurar a terrível dor e o sofrimento que é, sentir-se impotente, sem nada poder fazer, em favor daquele que lá está lutando entre a vida e a morte, para salvar-se. Apenas numa circunstância como essas, pode-se experimentar a revolta por saber que, se poderia ter agido preventivamente, para evitar tal sofrimento e não se fez. Estamos falando dos que detêm o poder político e econômico e foram criminosamente omissos e desumanos, para não dizer coisa pior.

A mais recente manifestação do colapso do sistema de saúde é a escassez de medicamentos para doentes graves de Covid-19. Sem o kit, os pacientes têm menos chance de recuperação e são expostos a um tratamento desumano – são intubados a seco, acordados e conscientes.

Depois do esgotamento de leitos e do desabastecimento de oxigênio, a mais recente manifestação de colapso do sistema de saúde é a escassez de medicamentos para doentes graves de Covid-19. Cinco Estados zeraram seus estoques no fim de semana, e outros se aproximam desse ponto – São Paulo tem o suficiente para mais quatro dias. Neste episódio, a médica intensivista Lara Kretzer, que coordena uma força-tarefa para alocar recursos escassos, descreve a mecânica da intubação e o papel de cada um dos remédios usados no procedimento.

Sem eles, “a gente não consegue ventilar o paciente de maneira apropriada”, o que compromete suas chances. E do ponto de vista ético e humanitário? “É pior ainda”, afirma. A importação desses medicamentos por empresas privadas, para destinar ao SUS, é mais do que bem-vinda. Mas a atitude do governo federal não ajuda e, no estágio da pandemia em que está o Brasil, qualquer medida de alívio para quem está hospitalizado só se sustenta se houver esforço para reduzir o contágio – e com ele as internações. É o que explica Walter Cintra, professor da pós-graduação em administração hospitalar da FGV. “Chegamos aonde chegamos porque não tomamos as medidas preventivas, que são as melhores medidas”, diz.

Comento, argumento. Só não invento!

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