BOLSONARO PERDE força e aliados já pensam em mudar estratégia

- Não é para menos. Temos dito aqui, no Blog Luís Machado que, o maior adversário do Presidente Jair Bolsonaro, tem sido ele mesmo, com a ajuda dos filhos e assessores mais próximos. Na outra ponta e ao contrário do Presidente, verifica-se que seu opositor mais expressivo (o ex-presidente Lula) tem até mudado seu habitual modus operandi. Tem falado pouco. Até porque, sabe ele que, neste momento, ficar calado é a melhor estratégia.
Certamente que, daqui até meados de 2022, a continuar o cenário como está, Bolsonaro tende a perder ainda mais força. Continuará contando com seus 25% a 30% de apoiadores, mas isso não lhe dará a reeleição. Pelo andar da carruagem, não vislumbra-se possa haver surpresas, a ponto de surgir uma “terceira via”, já que a polarização Bolsonaro x Lula continuará a dar as cartas, para empobrecimento da democracia e do processo político-partidário do País. Isso, aliás, nem chega a ser surpresa. Na América Latina, as principais democracias sofrem com esse fenômeno e Argentina é um exemplo.

- Ora, o efeito colateral imediato e evidente de tudo isso se verificará nas alianças que, embora ainda estejam na fase embrionária, a partir de fevereiro de 2022 irão mexer nos planos dos atuais pré-candidatos ao Governo de Pernambuco. Um Bolsonaro competitivo, canalizará aliança, em torno daquele pré-candidato mais alinhado à direita. Já Bolsonaro fragilizado, ensejará, por incrível que pareça, aproximação (por exemplo de Miguel Coelho – prefeito de Petrolina), junto ao candidato da Frente Popular.
Traduzindo: Ninguém, na Oposição vai querer morrer de véspera. É melhor esperar, pra ver o que vai acontecer, especialmente nos próximos meses. Bolsonaro sem palanque ou com palanque inexpressivo, em Pernambuco, é meio caminho andado para o continuísmo do PSB e aí, Anderson Ferreira (Prefeito de Jaboatão) e Raquel Lira (Prefeita de Caruaru) irão priorizar a eleição de suas respectivas bancadas, com o melhor desempenho, possível.
No melhor dos mundos, será cada um por si. Ou seja, haverá mais de um candidato a governador, pela Oposição. Mas isso, para fortalecer seus partidos, com expressiva bancada, no Parlamento, tanto estadual, quanto federal. Quanto a isso não se discute, não há dúvida.
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Comento, argumento. Só não invento!




