QUANDO 130 MIL VALEM MAIS QUE 220 MILHÕES

- É isso mesmo e não é exagero dizer que, há casos em que números menores valem mais que os maiores. Exemplo disso é a pirraça que faz o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em não colocar em pauta, a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Bolsonaro, ao Supremo Tribunal Federal.
Como se não bastasse, para “justificar” sua atitude nada republicana, agora tenta se passar por vítima de “agressões de toda ordem”, inclusive perseguição religiosa. Soltou o parlamentar, uma nota, nesta quarta-feira (13), na qual diz ele que, “Tramitam hoje pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal cerca de 1.748 matérias, todas de enorme relevância para a sociedade brasileira. A prioridade do Poder Legislativo, no momento, deve ser a retomada do crescimento, a geração de empregos e o encontro de soluções para a alta dos preços que corroem o rendimento dos brasileiros”. Deveria ter ficado calado.
Ora, convenhamos! Isso é um acinte e deixa o País enojado. Afinal, um colegiado de apenas 11 ministros (composição do STF) que tem dezenas de milhares de processos de altíssima relevância para julgar e que precisa urgentemente de quem ocupe a vaga do ministro que aposentou-se há meses, não é prioridade? Desde quando o Senado cuida assim, de forma tão prioritária, rápida e eficaz, do crescimento e geração de empregos, visando a renda dos brasileiros?
Davi Alcolumbre é um senador de primeiro mandato, eleito pelo pouco populoso Estado do Amapá, com apenas 131.695 votos. Mas, está ocupando um dos cargos mais importantes do Congresso Nacional que, pode afetar – e de fato está afetando – cerca de 220 milhões de brasileiros, na medida em que sobrecarrega a maior Corte de Justiça do País, apenas para se vingar de Bolsonaro que, para queixa do senador, teria prejudicado a eleição de um parente dele, naquele Estado. A pergunta é: O que tem a ver o Brasil, com as mágoas desse senador? Aonde estão as instituições desse País (como a OAB), que não põe a boca no trombone?
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Comento, argumento. Só não invento!




