“… Se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados”.

- Dizer que a manchete acima insculpida deveria ser estampada desde as primeiras horas de cada Domingo de Páscoa, em todos os órgãos de comunicação do Planeta, seria pálido, seria muito pouco, diante da grandiosidade dos fatos que ensejaram a ressurreição de Jesus Cristo.
Evidentemente que, a ressurreição do Senhor não repercute como deveria, porque como Ele mesmo disse, diante de Pôncio Pilatos “o Meu Reino não é deste mundo” e como tal, embora seja a mais significativa, no mundo cristão, ainda está muito longe de ser celebrada com os devidos e merecidos fervor e entusiasmo. Não sem razão, teria Mahatma Gandhi dito certa vez: “Eu gosto do seu Cristo. Não gosto é dos seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes do seu Cristo!”
Ora, se para qualquer data celebrativa de contorno centenário, há motivo de regozijo, o que dirá de algo tão tremendo e estupendo, ocorrido há mais de dois mil anos e que continua com a mesma sacralidade?! Bastaria isso, para que todos saíssem de si e fossem ao encontro do Absoluto, com todas as forças e formas de manifestação, possíveis. Mas não é o que ocorre, desgraçadamente!
É como se o mistério da morte e ressurgimento de Cristo fosse algo merecedor do despertar, da parte de alguns, apenas. Mas, não. Está ao alcance de todos, de toda a raça humana e só não impacta a todos, porque junto do bem reside o mal, que está dentro e fora de cada um.
O mal não dorme e tudo fez e fará (enquanto o Cristo não voltar, em majestade e poder), razão pela qual é preciso crer e se esforçar para, se morrermos com Cristo, com Ele ressuscitemos, como assevera o Apóstolo das Gentes, Paulo de Tarso.
Nesse contexto é que ensina o grande filósofo e teólogo São Tomás de Aquino: “Assim como Cristo aceitou a morte corporal para dar-nos a vida espiritual, assim também suportou a pobreza temporal para dar-nos as riquezas espirituais”. Não há nem haverá riqueza maior do que despojar-se dos bens terrenos, priorizando os bens celestiais.
Afinal, também nós não somos (ou pelo menos não deveríamos ser) deste mundo e essa condição nos fora outorgada pelo Batismo que, em si, já é o atributo maior, em face da morte, frente ao pecado. A recompensa (o salário) do pecado – pecado mortal – é a morte. Morto não existe – em se tratando de beatitude – e, como tal, não verá a Deus.
Nem é mais preciso ser assim tão místico para constatar o mundo de desolação espiritual no qual nos encontramos. Já não basta crer. Já não basta conhecer os preceitos bíblicos, já não basta o costume e a tradição. Para romper os grilhões das trevas, numa cultura de morte como essas, é necessário mergulhar em águas mais profundas.
Sim, porque é lá que acharemos forças e sentido, para não nos dobrarmos ao império do mal, em suas variadas formas de manifestação. É lá que descobriremos que, para ressuscitar com Cristo é preciso morrer, especialmente no doar-se àquele sofredor que, de alguma maneira, está ao seu redor. Mais claro do que isso, só desenhando!…
Nunca foi tão necessário e urgente, volver, sincera e honestamente o olhar, para o Livro Sagrado, que nos diz em Efésios 5: “Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará (Is 26,19; 60,1)! Sim, porque CRISTO RESSUSCITOU, ALEUIA!
*Comento, argumento. Só não invento!
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