PREFEITO MIGUEL COELHO, NUM JOGO ARRISCADO

- Há uma frase muito célebre do falecido banqueiro e político mineiro Magalhães Pinto que afirmou certa vez que, “Política é como nuvem, você olha e vê de um jeito; logo depois olha de novo; e ela está mudada”. Penso que a frase, de certa forma, poderá aplicar-se ao caso do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (futuro União Brasil), pré-candidato a governador.
É que, certamente movido pela cautela de não cair nos erros da campanha para prefeito do Recife, em 2020 – quando as oposições bateram cabeças, favorecendo a eleição de João Campos (PSB) – Miguel adiantou-se como pré-candidato, atropelando o amadurecimento das conversas com Raquel Lyra (PSDB) e Anderson Ferreira (PL), ensejando um resultado que poderá ser bom, mas poderá ser ruim, para o referido pré-candiato.
Enquanto Raquel e Anderson já trouxeram PSDB, PL PSC e Cidadania, Miguel, ainda espera pela homologação judicial do futuro União Brasil e perspectivas de alianças com outras siglas ainda é incógnita. Ora, não se ganha eleição sozinho e Miguel precisará de alianças, obviamente.
Se Miguel Coelho tiver bom desempenho nas urnas, poderá chegar com moral num eventual segundo turno para, aliando-se aos partidos acima citados, poderem enfrentar a Frente Popular socialista, armada e consolidada até os dentes, sob todos os aspectos.
Mas, se o desempenho de Miguel, nas urnas, não for o esperado, chegará sem moral, já que quase nada terá a oferecer, para poder barganhar. Se ele sozinho, sair-se bem nas urnas, vai “vender” caro, seu apoio a Raquel Lyra, numa composição de forças para derrotar o PSB e companhia. Portanto e trocando em miúdo, o pré-candidato Miguel Coelho, em antecipar sua pré-candidatura, poderá, amanhã, ver que deu um tiro no pé. Ou não. Arriscar, faz parte do jogo.
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Comento, argumento. Só não invento!




