PROTESTOS DE 7 DE SETEMBRO, por seu tamanho, deverá forçar autoridades a levar a sério, situação do País
- Quem tem maturidade e é imparcial, olhando o tamanho contingencial das manifestações que estão ocorrendo, no País, tem a obrigação de fazer uma reflexão responsável e por um motivo muito simples: Não se sabe aonde vai dá o resultado do grito, nas ruas e avenidas do País.
Se estabelece, no dia de hoje, uma espécie de marco pós-redes sociais. Estava praticamente todo mundo no “anonimato” da internet, mas eis que vislumbramos ressurgir aquele movimento das chamadas diretas-já, fenômeno marcante e decisivo para o encerramento do período da ditadura de 1964, com todas as transformações que hoje conhecemos.
Sem entrar no mérito de quem esteja certo ou errado, o fato é que, já não dá pra encarar os fatos de forma simplória, achando que não vivemos uma crise e que as manifestações de hoje não irão dá em nada. Poderão dá, sim. E dá no que é de pior: Uma ruptura institucional de proporções gigantescas, para a qual não demos causa e não pedimos para ocorrer.

- Ninguém é tão ingênuo, a ponto de “fazer vista grossa” ao papel do Congresso Nacional que, desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 tem deixado muito a desejar, no cumprimento de suas funções, especialmente na delimitação do papel de cada um dos poderes da República.
Todos os que vivenciaram esse período pós-Constituição sabem que o Congresso, na esteira de sua omissão, foi deixando por conta do Supremo Tribunal Federal, a tomada de decisões que, no fundo, tem sido fruto da irresponsabilidade dos senhores deputados e senadores. Isso “forçou” o STF a tornar-se um super poder que, em nome dos princípios constitucionais, foi dando as cartas e a culpa não é apenas da Corte maior do País. Se há um culpado, nisso, esse culpado é o próprio Congresso Nacional. O resultado está aí: Se culpa o Supremo por ingerência nos demais poderes, como se a responsabilidade maior não fosse dos congressistas.

Agora, pelo andar da carruagem e diante do cenário que aí está, o mínimo que se pode esperar, é que repensem os presidentes dos respectivos poderes, numa perspectiva de que possam fazer a necessária auto-crítica doso erros por omissão cometidos, porque o País nem de longe merece continuar caminhando pra beira do abismo. Como diz a música do poeta Alceu Valença “eu já escuto os teus sinais”.
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Comento, argumento. Só não invento!




