Não é da tradição, em Pernambuco, ter-se um governador, sem postura

A celeuma de ontem, que acabou sendo o assunto do dia – ausência do governador Paulo Câmara no palanque do presidente Bolsonaro – nos levou à conclusão de que fazer política partidária decididamente não é tarefa assim tão fácil, como alguns imaginam.
Em Pernambuco já foi muito comentado o fato de que Paulo Câmara é essencialmente um técnico e alguns chegam a atribuir que as finanças equilibradas do Estado, no primeiro mandato dele deveu-se a isso: Ser “mais técnico, que político”.
Só que, a essa altura do campeonato isso já não pode sequer ser ventilado, pois o governador obteve a renovação do mandato e, portanto, angariou experiência suficiente para não cometer erros primários como aquele de ontem.
Claro está que, queira ou não, o cargo de governador exige observância do que se chama de liturgia do cargo e, como tal, nem sempre pode ou ficará bem quebrar certos protocolos, em circunstâncias normais. Pois bem. Ontem foi uma daquelas raras circunstâncias em que a referida quebra de protocolo não só era possível como tambem e principalmente necessária, à luz do cenário de luzes opacas ou de quase penumbra, quando o assunto é empatia entre Bolsonaro e Paulo Câmara.
Ora, se é mesmo verdade que o governador não teria sido convidado – por pura descorrtesia do Planalto, era mais do que salutar que PC jogasse a abóbora quente no colo do presidente e, por tabela, teria que “forçar a barra”, ainda que “in off” se aquele quisesse taxar o governador de intruso ou estraga prazer, por está onde não fora convidado. A essas alturas e sem muito esforço Câmara, numa jogada de mestre já teria devolvido aquele jerimum fervendo ao colo do presidente. Aí quem estaria politizando a tragédia da cheia era o Capitão e não ele. Mas isso não é para qualquer um. Exige bom banejo e cacuete de quem se aventura a tal intento, o que, salvo melhor juízo, não é o caso do PC.
De tão sintomático, dá até raiva imaginar que um governador, desperdice fantástica chance de sair bem na foto, faltando menos de cinco meses para as eleições de outubro próximo. Moral da história, Paulo Câmara não foi maquiavélico e agora ,se tivesse bom senso, amargaria por ter que pagar um mico, por pura falta de habilidade política. Ele não tem faro político. Preferiu agir como iniciante, por não deixar em segundo plano, as queixas ou mi mi mis. Arranhou sua imagem e, de quebra, mostrou que pouco se lixa para a tragédia estampada na alma de cada um daqueles que perderam tudo, quando não perderam a vida. Enquanto isso, quem é “esquerdopata” aplaude o governador, enquanto o “gado” faz eco, do outro lado do rio que virou mar, para o “fascista”. Outubro está às portas para em campanha, se explorar isso até sangrar.
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