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Blog Luís Machado – terça-feira.

INSENSATEZ: O NOVO NOME DA CRISE, NO BRASIL

Reabertura de templos coloca em xeque a mensagem da salvação
Ministro do STF Nunes Marques.

Qualquer pessoa que tivesse entrado num estado de inconsciência ou sono profundo há um ano, acordaria hoje com a sensação de que algo muito grave está acontecendo no Brasil. E não seria apenas por causa da pandemia do novo coronavírus. Seria pela confusão generalizada, estabelecida entre nós, sem qualquer justificativa plausível.

Exemplo disso é a celeuma surgida, nessa véspera de Páscoa, no seio do Supremo Tribunal Federal, quando um de seus ministros atendeu pedido de uma associação de juristas evangélicos, no sentido de que se abstenham as autoridades de qualquer esfera de poder, em proibir o funcionamento de cultos e práticas religiosas.

Sem adentrar ao mérito da questão, propriamente dita e, numa atitude de imparcialidade, ousamos perguntar: Se todos os protocolos da OMS (Organização Mundial de Saúde), chancelados por governos ao redor do Planeta são no sentido de manter-se o distanciamento, fazer uso de álcool gel e máscaras, evitando aglomerações e se tudo isso é observado por igrejas, qual o perigo em tais práticas, se há situações de muito maior risco de contágio, como é o caso dos transportes coletivos, de certa forma, relegados pelos governos, especialmente nas grandes metrópoles?

Ora, convenhamos! Se a observância de tais recomendações valem para um certo segmento, por que não valeria para outros? Se a ciência preconiza nesse sentido mas, se isso não basta, então que se efetive o chamado lockdown pleno ou total. PARA TODOS. Se a prática deste é ainda mais eficaz e, para isso se faz necessário confinar a todos indistintamente por curto prazo, então qual a razão de não fazer-se, dando-se-lhes aos brasileiros condições dignas de sobrevivência pra encarar tamanho desafio?

A falta de resposta para esta pergunta consiste, obviamente no fato de que, a insensatez parece ser o norte de quem tem a obrigação de conduzir a questão. Se falta senso de responsabilidade e outros valores necessários à administração da crise, o que se pode esperar, além disso?

A pergunta que não quer calar: Uma igreja que observa todos os protocolos sanitários enseja mais perigo de contágio do que um ônibus coletivo superlotado de passageiros? Para o Governo do Estado, SIM. Tanto é que, viralizou um vídeo do Secretário de Direito Humanos do Governo do Estado, Pedro Eurico, em entrevista à repórter da Rede Globo, Bianka Carvalho sobre as aglomerações no transporte público no Grande Recife. De acordo com ele, o ônibus “não é vetor importante de contaminação” do novo coronavírus.

Pelo visto, a insensatez parece ser mesmo o novo nome da crise no Brasil.

Comento, argumento. Só não invento!

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