BLOG LUÍS MACHADO – Terça-Feira,11.01.2022

ELEIÇÕES DE 2022 E UM PÉSSIMO CENÁRIO PARA PERNAMBUCO A PARTIR DE 2023

5 Recifenses na corrida pela sucessão estadual em 2022 | Blog do Didi Galvão
  • Nem é preciso ser profundo conhecedor da cena política pernambucana, para prever que, a considerar os nomes e respectivos modus operandi dos candidatos a disputarem as eleições majoritárias, marcadas para 02 de outubro do ano em curso, o cenário é um dos piores para o Estado, a partir do próximo ano de 2023.

Basta ver quem são os nomes postos, nos últimos meses. De um lado (situação) fala-se que o nome a ser indicado pelo Palácio das Princesas sairá no final deste mês, sendo mais ventilados os nomes do ex-prefeito Geraldo Júlio e do Secretário da Casa Civil, José Neto. Do outro, os nomes de Miguel Coelho, Raquel Lyra e Anderson Ferreira, que constituem o elenco dos opositores.

Apesar de todos serem nomes medianos – relativamente qualificados – a visão que tem eles deixa muito a desejar, quando o assunto é enfrentar a máquina governamental do PSB que já vai para quase duas décadas no comando dos destinos do Estado, cujo poderio é manifesto, por razões óbvias.

Raquel Lira lidera pesquisa para Governo de Pernambuco; Geraldo e Miguel  empatam em 2º – Blog Edenevaldo Alves
  • Ora, diante disso e por tudo o que se viu até agora, o nome mais forte para desbancar os socialistas é Miguel Coelho, prefeito de Petrolina, já que a avaliação de sua gestão é manifestamente aprovada, segundo pesquisas, sem falar que, pelo menos até aqui não cometeu deslizes que comprometessem seu projeto de candidatura. Mas isso não se nos parece suficiente. Se faz necessário a união das forças de oposição do Estado, em torno de um nome aglutinador de todas as outras, capaz de sacudir a consciência adormecida do leitorado que se apresenta fatigado, em relação ao Grupo que está no poder.

Não dá para fazer vista grossa aos 70% de pontos percentuais de aprovação,que detém o jovem prefeito do Recife, João Campos (principal cabo eleitoral do candidato do Governo), segundo pesquisa feitas. Sem um candidato forte, pela oposição, nem mesmo os sucessivos escândalos de corrupção e desvios de verbas públicas ora apurados pela Polícia Federal serão capazes de convencer o eleitor de que já passou da hora de mudar.

Pernambuco perdeu o status de líder regional do Nordeste e os indicadores oficiais não deixam dúvidas. Isso porque o governador Paulo Câmara passou seus 7 anos de mandato sem dizer a que veio e somente agora esboça sinais de realizações que, na verdade são manobras puramente eleitoreiras, em função das eleições, visando manter o Grupo político dele, no Poder.

Traduzindo: Mesmo que muita água ainda venha rolar, a verdade é que, com todas as dificuldades que tem a situação de apresentar um candidato competitivo, ainda assim, sua situação é confortável – ainda que o PT lance candidatura própria -, diante do quase amadorismo apresentado pelos opositores do Governo. As forças que aí estão no poder, neste momento ainda são superiores. Isso se nos parece inquestionável.

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Comento, argumento. Só não invento.

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