
- Se há um segmento da sociedade, neste Pais que, a cada dois anos é xingado, amaldiçoado e escorraçado, chama-se presidente de partido político. Não é segredo para quem tenha o mínimo de vivência na seara da política-partidária, que o próprio sistema jurídico-eleitoral tem sua parcela de culpa no emaranhado “modus operandi” de como se processa a escolha daqueles que vão receber o voto do eleitor.
Se antes eram tidos apenas como pré-candidatos, uma vez aceitos e aprovados na chamada Convenção do Partido (com os nomes devidamente homologados pela Justiça Eleitoral), agora, sim, estão aptos a apresentarem-se como postulantes da condição de legítimos representantes do povo.
Só que, até que isso aconteça, muita água precisou rolar por debaixo da ponte. Sim, porque não basta querer ser candidato. Se faz necessário que o postulante passe pelo crivo dos critérios legais para obter tal condição. Mas isso ainda não é suficiente. É preciso, em princípio, mostrar densidade eleitoral convincente, na ótica da cúpula da sigla à qual se filiou, para daí ser de fato candidato. Isso porque os votos sufragados a ele serão somados aos de muitos outros candidatos daquele Partido, para se ver quem chega na frente, devidamente eleito pelo Partido.
Ate aqui, tudo bem. Aliás, nem tudo está sempre bem pois, via de regra há sempre alguém que se julga preterido, escanteado e que, apesar de mil promessas e juras de que passaria na convenção, acabou não passando e isso gera sempre muito desgaste emocional. Em alguns casos o problema acaba se tornando de ordem pessoal, com graves consequências, na medida em que a direção do partido não foi suficientemente honesta para, em tempo hábil dizer quem vai ou não vai passar na convenção.
E o que dizer, quando o presidente do Partido, no Município ou no Estado lança-se também candidato? Aí é que a desconfiança, via de regra, aumenta e muito, por parte dos outros pré-candidatos. O ideal é que o referido líder seja estilo “jogo limpo, junto a todos” ou então se abstenha de sair candidato. Por motivos óbvios!
Nos tempos atuais, em que transparência virou princípio de ordem até mesmo governamental – daí os chamados portais da transparência -, pessoas e instituições exigem jogo limpo, onde para que as coisas deem certo, não haja subterfúgio ou coisa do gênero. Olho no olho e “cara-crachá” ainda são as ferramentas mais poderosas nas relações e não é diferente no processo de escolha de quem vai ou não vai ser candidato. Claro que, na outra banda, o contrário (de partidos queixosos em face de pretendentes a candidatos) também ocorre. Mas isso é assunto pra outra matéria a ser destrinchada, oportunamente.
Portanto, você, pré-candidato(a), não se iluda e mantenha os pés no chão. Mostre o peso eleitoral que possivelmente tenha, sem no entanto, demonstrar ansiedade ou pressão, em relação aos dirigentes do seu Partido.
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