Blog Luis Machado

Briga pelo FIG de Garanhuns: A quem interessa?

Briga pelo FIG de Garanhuns: A quem interessa?

Briga pelo FIG de Garanhuns: A quem interessa?

Briga pelo FIG de Garanhuns: A quem interessa?

Já assumiu contornos de desconforto, para quem acompanha a cena cultural, essa briga de gato e rato, em torno do Festival de Inverno de Garanhuns. Desde os preparativos da edição do FIG 2023 – quando surgiram os desentendimentos entre o prefeito de Garanhuns e a governadora do Estado, Raquel Lyra, essa que já está virando novela mexicana, tem sido objeto de confronto, entre as respectivas gestões.

Curioso é que, na medida em que essa novela avança em seus capítulos, vemos que tanto Sivaldo quanto Raquel têm razão em alguns aspectos, mas deixam a desejar, em outros.

Na quebra de braço, sobre a paternidade do sucesso daquele Festival de Inverno – que já causa desconforto e fica ruim para os dois -, o que menos interessa é a falta de parceria e respeito ao quadrado de cada um. Aos agentes da cena cultural e à população, absolutamente nada interessa, além do sucesso do evento, longe da politicagem ou politização do FIG de Garanhuns.

Nessa terça-feira, viu-se troca de farpas entre o secretário de Turismo de Garanhuns, Mateus Martins e o secretário de Turismo do Estado, Daniel Coelho. Enquanto este fez críticas, pelo fato de que o FIG usará dinheiro público, mas que usará de artifícios para segregar ricos e pobres, através de cordão de isolamento, nos moldes do antigo Recifolia, aquele sustenta ser essa uma prática normal e que no passado assim se procedeu, no Recife.

Ora, convenhamos! Se o Estado peca por comprar uma briga desnecessária com o Município, a ponto de deixá-lo fora da contratação dos artistas, como ocorreu este ano, por sua vez o Município não deveria sequer pensar em utilizar-se de instrumentos de separação, entre quem tem e quem não tem condições financeiras, para divertir-se à lá carnaval fora de época.

Não é razoável que se queira ideologizar até um festival, sob o viés de quem é do PSB e quem não o é. Até que, sob a ótica da economia, quem ganharia com a burrice de uma briga dessas é a cadeia do turismo local que, ao invés de um, ter-se-á dois festivais. Mas para o fortalecimento do setor cultural, isso não pode ser bom.

Ora, se quando todos lutam ao mesmo tempo por uma causa, é difícil, o que dirá quando essa luta se dá num outro front e com fins políticos partidários distintos? Como está prestes a acontecer, passa a ser inconcebível, já que se nos apresenta como estranho aos verdadeiros interesses da coletividade!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Recentes