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Colégio de freiras: Caso Beatriz um vale de lágrima de sangue de morte e de dor

Colégio de freiras: Caso Beatriz um vale de lágrima de sangue de morte e de dor

Colégio de freiras: Caso Beatriz um vale de lágrima de sangue de morte e de dor

Colégio de freiras: Caso Beatriz um vale de lágrima de sangue de morte e de dor

Por Henrique Rosa*

As duas cidades, Juazeiro e Petrolina, esperam da direção do Colégio Auxiliadora que ela peça desculpas pelos abusos cometidos no caso da menina Beatriz.

O colégio, porém, nunca achou bem visto o pedido de desculpas, ainda mais agora que o caso aconteceu há mais de cinco anos. O certo é que a família de Beatriz sofreu um massacre e opressão.

Os EUA pediram desculpas e expressaram pesar aos afro-americanos  pelos erros cometidos contra eles e seus antepassados durante a escravidão.

A Inglaterra pediu desculpas pela atuação britânica na fome intensa irlandesa há 150 anos que matou um milhão de pessoas. O Primeiro Ministro Tony Blair disse: “Aqueles que governavam em Londres na época falharam com seu povo”.

A Alemanha Ocidental pediu desculpas ao mundo pelas ações de seu Estado predecessor. A Alemanha nazista ainda pagou indenizações para Israel e para os sobreviventes do Holocausto.

O Papa Francisco foi à Bolívia e pediu desculpas  pelos pecados da Igreja Católica na opressão da América Latina.

O colégio praticou corrupção quando contratou o perito do Estado que foi designado para trabalhar na perícia do caso Beatriz.

O Colégio Católico Nossa Senhora Auxiliadora ensina a perdoar, mas não pede perdão pelos graves erros cometidos no desenrolar daquele inquérito policial que apurava o assassinato da menina Beatriz. 

Faltou uma indenização para a família e também cadeia para parte da cúpula do colégio e de alguns empregados que, agindo de modo livre, consciente e voluntário, em unidade de desígnios e conjugação de esforços, maquiaram provas desse crime que repercutiu internacionalmente. 

O advogado do colégio, no programa Linha Direta, da Rede Globo, afrontou o Brasil quando disse que a família deveria pedir desculpas ao colégio.

As Freiras nunca foram mães, logo, não tem noção que do outro lado existe uma mãe sofrida e cansada de tanto suplicar por justiça e sem saber onde esconder as lágrimas e sem o gosto de mimar a sua filha, de encher o coração de prazer e entusiasmo. 

A mãe é o único ente que nos ama, que compreende as nossas dores, que sofre quando sofremos, que se desespera quando choramos e que morre quando uma filha deixa o mundo.  

A família não deve desculpas.  O colégio continua falhando.

*Advogado

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