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Dinheiro público para o Carnaval

São recorrentes as críticas direcionadas aos gestores públicos, tecidas todos os anos, por ocasião de grandes eventos, como o Carnaval e o São João, por exemplo, o que, em alguns casos, são inteiramente procedentes.

No que tange ao carnaval do Recife e de Olinda, deste ano, não se viu tanta crítica, bem ao contrário de Jaboatão dos Guararapes. Aproveitando o ano eleitoral, viu-se críticas dirigidas ao prefeito Mano Medeiros (PL) que, segundo foi informado, teria pago R$ 2,5 milhões, para uma produtora, dinheiro esse que, segundo opositores, teria sido tirado do contribuinte, em detrimento das necessidades básicas e urgentes da população.

Há, no entanto, a necessidade de trazermos ao leitor, algumas considerações e estas residem no fato de que, de uma forma geral, gastar dinheiro público com folia é desumano e queima o filme de qualquer gestor, a depender da situação em que isso ocorre. Todavia, se faz necessário lançar luzes sobre cada caso.

Cidades turísticas, em que tais eventos podem configurar fonte de receita – como é o caso do Recife, Olinda, Salvador e Rio de Janeiro – grande parte do que se investe, vem da iniciativa privada, que tem interesse em lucrar, por serem tais cidades, vitrine de publicidade e marketing. Ou seja, o capital privado chega para lucrar, mas deixa dinheiro, o qual tem como destino, os benefícios, em favor da população, sem falar em toda uma cadeia que se beneficia de tais eventos.

Pois bem. Em relação a Jaboatão, procedem ou não, as aludidas críticas? A propósito, o poder público da referida cidade divulgou números que, por si já responderiam positivamente à pergunta. Segundo a administração municipal, por lá movimentou-se um volume de aproximadamente R$ 150 milhões de Reais. Isso, frente aos R$ 2,5 milhões gastos, justificam obviamente o que fora investido.

E por que se criticou tanto, através das redes sociais? Primeiro, porque quem criticou é oposição à gestão atual e, como tal, está no seu papel. Pergunta-se: Quem criticou, se estivesse governando, faria o mesmo ou não? Sim. Com certeza, não faria diferente, se Governo fosse.

E nas cidades incapacitadas de gerar renda, com os referidos eventos, gastar o suado dinheiro do povo justifica-se? Obviamente que não. Como é sabido, em Pernambuco há incontável número de municípios, cujos prefeitos decretaram estado de emergência, por conta da diminuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) mas, apesar disso, não tiveram cerimônia em desviar dinheiro para o Carnaval, que deveria ser investido nas prioridades sociais.

A verdade é que, em cidades vocacionadas ao turismo (como aliás é o caso de Jaboatão), as políticas públicas, para estes fins, deveriam ser ‘políticas de Estado e não de Governo’, onde a estrutura organizacional do turismo e lazer tivessem continuidade, independentemente de quem estivesse no poder e por razão simples: Elas fomentam, geram renda aos munícipes. Ponto!

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