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DÓI NA ALMA

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A propósito das eleições municipais que se avizinham, dói na alma, quando o eleitor diz: “odeio política”, “todos são farinha do mesmo saco”, “não voto em ninguém”, só para citar algumas expressões do tipo. Dói na alma, primeiro porque, queira ou não queira, não se vive sem os políticos; das consequências boas ou ruins, das ações deles. Segundo, porque o Brasil vive tremenda inversão de valores, porque muitas vezes assim pensamos. Deu no que deu.

Sou daqueles que, mesmo ciente do caos que aí está, politicamente falando, não posso me dá ao luxo de jogar a toalha. É uma questão de consciência. Não posso achar que vou resolver os problemas do mundo. Mas tenho a obrigação de ser um tresloucado a menos e fora de órbita, em questões sociais.

A história de Pauline-Elisabeth Leseur (1866-1914); uma francesa que nasceu em Paris, retrata bem isso. Recebeu ela, de sua família, sólida educação cristã e cultural, que utilizou durante toda a vida na qualidade de escritora.

Casou-se com Félix Leseur, materialista e colaborador de jornais anticlericais, que tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como “Les Origines du Christianisme” e “La Vie de Jésus”, de Ernest Renan. Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e dedicou-se intensamente ao estudo da fé católica, do Evangelho e das obras do grande pensador, São Tomás de Aquino. Exerceu o apostolado entre os intelectuais e incrédulos, e praticou obras de caridade. Fez tudo pela conversão de seu marido, sem o conseguir, até o momento de sua morte, ocorrida em Paris em 1914.

Depois de sua morte, o viúvo Félix Leseur, descobriu o Diário deixado por ela: “Journal et Pensées pour chaque Jour” (Jornal e Pensamentos para cada dia). A leitura deste Diário impressionou Félix Leseur a tal ponto, que resolveu mudar de vida; e se converteu, fez-se frade dominicano e tornou-se grande propagandista das obras de sua esposa: além do Journal… publicado em Paris (1917), editou “Lettres sur la Souffrance” (Cartas a respeito do Sofrimento); “La Vie Spirituelle” (A Vida Espiritual); “Lettres à des Incroyants” (Cartas e Incrédulos). O exemplo de vida dela o converteu, mesmo depois de morte! Elisabeth escreveu: “Uma alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”. Simples, assim.

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