Blog Luis Machado

Entrevista de André de Paula em cadeia nacional

Ministro André de Paula foi entrevistado nesta manhã, por dezenas de rádios de todo o País

Há uma realidade nacional, de alta complexidade, pouco conhecida dos brasileiros. Para quem como nós que acompanhamos a entrevista do ministro da Pesca e Aquicultura do Governo Lula, André de Paula, a sensação é de que algo muito estranho acontece há muito tempo, em nosso País, na medida em que, enquanto temos um contingente superior a 30 milhões de brasileiros passando fome, não tínhamos um setor governamental funcionando a todo vapor, na produção de peixes e pescados.

André de Paula foi entrevistado na manhã desta quarta-feira (29), no programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação, composta pela TV Brasil, CanalGov, Agência Brasil e outros órgãos de comunicação que, através das redes sociais ofereceram pronto acesso, em tempo real. Da entrevista participaram comunicadores convidados de emissoras de rádio de todas as Regiões do País que, a respeito da situação atual do País – com estiagens marcantes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil – apresentam-se como desafiadoras e exigem do Governo Federal medidas urgentes, em favor de pescadores, em praticamente todo o País.

André de Paula mostrou-se inteiramente informado e comprometido, acerca das questões atinentes à sua Pasta. Trouxe revelações importantes, como por exemplo, o fato de que, há no Brasil um milhão de pescadores profissionais e desse total, 49% são mulheres. Outro dado revelador, é que, em cinco Estados as mulheres pescadoras são maioria, em relação aos homens, a saber: Pernambuco: 55%, Maranhão, 56%; Alagoas, 58%; Sergipe, 62% e Bahia, 68%.

A sensação que se tem, ao ouvir uma entrevista do nível exposto pelo ministro, é que, não se estruturou o setor pesqueiro, a nível federal. Exemplo disso é que, conforme disse André de Paula, o desafio é que se chegue até o fim do ano, com todos os interessados devidamente cadastrados e de posse de suas carteirinhas, a fim de que possam auferir os pescadores, os benefícios de seguridade, assegurados pelo Governo, a exemplo do chamado Seguro Defeso. Este preconiza auxílio aos pescadores, por conta da proibição da pescaria, no período da piracema, em que é proibido pescar algumas espécies.

Outro dado importante, dito na entrevista, é que, para que as políticas públicas do Governo sejam exitosas, precisa o Ministério da Pesca trabalhar, em parceria, com outros ministérios do Governo e até em parceria com governos dos Estados e Municípios. Aqui, o trabalho do MPA visa até mesmo combater a fraude de quem tenta beneficiar-se indevidamente dos poucos recursos orçamentários de um Ministério que ressurgiu das cinzas. Os R$ 400 milhões disponíveis para assegurar o pescador vulnerável, representa quase nada.

Em que pese o fato de que o MPA teve que ser recriado pelo atual Governo, um fator animador é que, tem o aludido Ministério, um ministro articulado e muito qualificado. André é incansável, em tudo o que faz. Percorre o Brasil, de Norte a Sul, faça chuva ou faça Sol.

Não há a menor dúvida de que, num País em que (com todos os recursos naturais ao alcance dos brasileiros) uma das prioridades do Governo é minimizar a fome de milhões, o Ministério da Pesca e Aquicultura, em termos de dotação orçamentária, também precisa ser prioridade. Não dá para ver que, apesar de termos tanta água e uma costa litorânea exuberante e tão extensa, tenhamos o pescado tão caro e pouco acessível à grande maioria dos brasileiros.

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