
A confusão estabelecida na Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e nas redes sociais – contra e a favor da investidura da deputada trans Érika Hilton, é um escárnio aos atributos da mulher, além de servir para expor as vísceras do tecido social e político, existente no Brasil, já pervertido e bastante doente, moralmente falando.
Na esteira da inversão de valores e com a chancela do “progressista” sistema jurídico brasileiro, achou-se por bem considerar que, homens e mulheres nasçam como tal, mas pelo fato de que não se aceitando como pertencentes ao gênero biológico de nascença, já não mais sejam considerados pela sociedade do jeito que nasceram, conforme sua constituição bio-fisiológica.
Ora, como já era esperado, mais cedo ou mais tarde a confusão se estabeleceria e não deu outra. Basta ver o que as redes sociais estão mostrando, para concluir que, algo está muito errado. Viralizam nas redes, declarações de Érika Hilton contra deputadas opositoras à sua condição de presidente. Disse Hilton: “Excelências, se a questão é biológica, sugiro que procurem um Departamento de Biologia, pois a questão biológica aqui, é irrelevante”. Mas, há impropérios do mesmo Hilton, às referidas mulheres, tais como “imbecis” e “idiotas, além de dizer que mulheres são “pessoas que gestam”. Ela não usa a palavra “mulher”.
Se reacende ou se dá capilaridade à discussão em torno da chamada ideologia de gênero, pano de fundo para que feministas reverberem a insana frase da filósofa feminista Simone de Beauvoir, para quem “não se nasce mulher, torna-se mulher”.
O que poucos se dão conta é que, num momento em que o feminicídio só faz crescer, negar a nobilíssima natureza do sexo feminino, em toda sua singularidade, se reveste de verdadeiro atentado contra as conquistas políticas e sociais que a duras penas vieram ao longo de séculos e milênios e que ainda precisam avançar ainda mais.
Ser mulher é fazer jus a uma construção social e histórica e até mesmo de identidade, as quais não estão ao sabor de ideologias ou concepções de quem dispensa os valores deixados há milênios, por nossos antepassados.
Ser mulher é germinar e dá a vida, com todas as circunstâncias favoráveis ou não, tais como delicadeza e feminilidade. É ter TPM e menstruar; é conceber e parir. É ter seios, vagina e hormônios naturais só delas, além das condições biopsicológicas que só elas têm.
Não são novidades passageiras da moda e de época, que irão contradizer a ciência e os valores milenares dados à mulher, em todos os aspectos da vida humana.
Por essas e outras é que, Érika Hilton na presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, é no mínimo, um escárnio aos atributos da mulher. Precisa dizer mais alguma coisa?
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