
Tem dias que, é como se tudo travasse, ao buscarmos uma temática reflexiva aos amigos leitores do blog. É que, por termos perfil de quem se propõe fazer opinião e não apenas divulgar os fatos, não tem sido fácil escolher o assunto, dado à tempestade de notícias quase sempre acerca da atuação dos políticos e do enfrentamento deles, frente à pandemia do coronavírus, a qual tornou-se uma novela, em que ficam os brasileiros à espera do próximo capítulo e isso já se arrasta por mais de nove meses.
Todos lembram que tudo teve início em janeiro deste ano, quando já se anunciava o risco de contaminação em massa e que, se não agissem as autoridades, após o Carnaval de 2020 a situação seria aterradora, o que de fato, aconteceu. Ou seja, nem carnaval deveria ter havido, como aliás, não haverá o próximo. Mas aconteceu, graças à falta de valor que historicamente tem-se dado à vida, neste País, ante à força do ‘grande deus capital’ que sempre dá as cartas, alimentando o prostituído tráfico de influência entre governantes e empresários.
Quebra de braço não faltou entre o Governo Central e Governadores, acerca de quem mandava mais, no SAI OU FICA EM CASA, sobrando ao Supremo que, bem ou mal, delineou a questão, quando o estrago já estava feito. Politizaram a pandemia, com recheio de corrupção e desvio de verbas a perder de vista. Isso aumentou, a vergonha e a dor de 210 milhões de brasileiros, ante a falta de sintonia e corresponsabilidade para com a população, entregue à mercê de um vírus que não escolhe idade, raça ou condição social, para matar. E já matou em torno de 184 mil brasileiros, sem falar nos mais de sete milhões de infectados.
Na esteira sequencial dos capítulos da maldita novela, quando se esperava que o pior já tivesse passado, eis que tudo parece agora recomeçar e com mais força. E tudo isso sem contar com a o surgimento de outra encrenca, desta vez, em torno do que teoricamente seria a parte mais fácil, que é a vacinação da população mas que, estão os donos do poder mais uma vez medindo força, acerca de questiúnculas que nem o mais pessimista dos brasileiros poderia imaginar. Ora, se o mais difícil era termos a vacina, agora que temos, falta ações concretas para correr contra o tempo, na vacinação do povo, como está a fazer o resto do Mundo. Por essa e outras é que, às vezes dá a impressão de que, sem pessimismo algum, diante da negligência e irresponsabilidade dos nossos governantes, estamos no fundo do poço.
Comento, argumento. Só não invento.
WhatsApp do editor do Blog Luís Machado: (81) 98732.5244.




