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FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS: PALCO DE CULTURA E BLASFÊMIA

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Recebemos através do deputado estadual Sivaldo Albino (PSB), a programação virtual alusiva àquela que é considerada uma das mais expressivas e prestigiadas manifestações culturais do Nordeste, denominado FIG – Festival de Inverno de Garanhuns. Conhecida como a Suíça brasileira, por seu clima agradável, a cidade dá nome ao evento, tendo sido palco de disputas política e religiosa, a exemplo do que ocorreu em 2019.

A confusão não foi pequena, já que o Governador Paulo Câmara (PSB) e até um desembargador estiveram no olho do furacão, criticados por desrespeitar a fé cristã do povo daquela Região. O primeiro, por querer fazer média com os defensores da “liberdade de expressão”. O segundo por deferir judicialmente o pleito dos artistas para quem, segundo ele, seria censura, proibir a encenação, à luz da legislação, em vigor.

Na época, o prefeito da cidade, Izaías Régis, publicou um vídeo fazendo críticas ao Governo de Pernambuco pelas declarações do cantor Johnny Hooker e a baiana Daniela Mercury, durante as apresentações no palco do festival.

É que houve protestos do referido cantor Johnny Hooker, contra o cancelamento da peça “O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu”. Como dito, o espetáculo foi alvo de polêmicas desde o anúncio de sua participação no evento, acusado por alguns setores da sociedade local de blasfêmia, pelo fato de Cristo ser representado por uma atriz transexual, e defendido por outros setores, sobretudo da classe artística, considerado libertador e inclusivo. 

Nessa coisa de PODE E NÃO PODE, após anunciada sua autorização, a peça foi cancelada novamente, três horas antes de acontecer, por um outro desembargador. Johnny Hooker fez um discurso contra a censura à atriz trans Renata Carvalho, protagonizante da peça, e dedicou seu show a ela. “E se Jesus voltasse agora à terra como uma travesti? Não era para amar ao próximo como a si mesmo? Estamos aqui num festival de falso, viva à liberdade! Pois, eu quero dizer que Jesus também é travesti”, disse ele.

É… Parece que, pelo menos nisso o novo coronavírus ajudou, já que este ano não haverá FIG, nem guerra político-ideológica por lá. Imaginem se houvesse, neste ano de eleições! Será que alguém iria querer tirar proveito, em cima da controvertida blasfêmia? Pena que, afora toda aquela celeuma, o Festival foi transferido para 2021, por conta da pandemia.

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