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Galerias pluviais do Recife precisam de nova abordagem

Galerias pluviais do Recife precisam de nova abordagem

Galerias pluviais do Recife precisam de nova abordagem

Galerias pluviais do Recife precisam de nova abordagem

Gilson Machado Neto*

O Recife não dispõe de uma estrutura de escoamento adequada ao volume de águas com o qual a cidade tem que lidar. Como por exemplo, as chuvas e as marés. O Recife foi construído sobre um espelho d’água. E isso nunca foi tratado adequadamente pelos governantes que passaram, como deveria ter sido. Na verdade, o Recife foi aterrado sobre um grande espelho d’água. Até o final dos séculos XVIII, XIX e início do XX, era uma região totalmente coberta de mangues e espelhos d’água, que foram sendo gradativamente aterrados sem que se fizessem galerias pluviais que fossem adequadas ao volume de água, como a cidade necessitava.

Confronto com o concreto

E quando a água chega, através de chuvas, de enchentes, de marés, de tudo, procura o seu lugar natural. E o que encontra? Prédios, ruas, asfalto, casas, aterro, tudo que não devia estar ali. E sem a estrutura adequada de escoamento. Dentro das galerias pluviais de Roma Antiga, da França da Revolução de 1789, da Buenos Aires atual, passa um barco. Nas de Recife. hoje, não passa nem uma folha seca, que entope. Isso prova que as nossas galerias estão inadequadas.

Atitudes

O que o prefeito deve ter é a atitude de enfrentar esse problema de frente. Tem que ter coragem e ser visionário para poder resolver esse problema. Tem que ser feita uma revisão básica em toda a rede pluvial do Recife. Gastar milhões de reais em desentupimento e requalificação não adianta, é enxugar gelo. Os problemas de alagamento com suas consequências dramáticas vão continuar existindo porque não existe uma rede de drenagem compatível com as necessidades do Recife. O sistema já está completamente superado, obsoleto. Encarar o problema custa dinheiro e também exige decisão e visão política. Não é à toa que o Recife recebeu o título de Veneza Americana. A rede de escoamento pluvial tem que ser adequada à vocação da cidade. Temos que saber conviver com as águas mas tratamos nossa cidade como se estivesse no semi árido. Estamos no Nordeste, região seca, mas somos uma cidade, como disse o poeta, roubada das águas. Por falta de visão e decisão política estamos nessa situação. Temos que refazer o projeto de escoamento d’água do Recife.

Voltaremos ao tema.

*Gilson Machado Neto é veterinário, empresário, músico e compositor da banda Brucelose. No Governo Bolsonaro foi presidente da Embratur e Ministro do Turismo. É pré-candidato a prefeito do Recife pelo PL.

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