
A avaliação da gestão de Lula está crescendo feito rabo de cavalo, para baixo. Despencou mais quatro pontos percentuais no novo levantamento do instituto Genial/Quest divulgado ontem. Caiu de 42% para 38% o percentual dos que aprovam o Governo, enquanto entre os que rejeitam o desempenho pessoal do presidente despencou mais 6%, saindo 60% para 54%.
Os que disseram desaprovar o trabalho de Lula somam 42%, ante 35% no levantamento anterior. A percepção da economia é um fator importante para a queda da popularidade do governo. Para 32%, a economia piorou nos últimos 12 meses, contra 23% em agosto. As expectativas para os próximos 12 meses também ficaram menos otimistas.
Em agosto, 59% acreditavam em melhoria, agora são 50%. A inflação deve subir na opinião de 47%, assim como o desemprego, para 40%. Esse desempenho, porém, não afetou significativamente a avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele é aprovado por 26%, queda de 2 pontos em relação à pesquisa anterior.
Os que o consideram regular somam 29%, enquanto outros 29% dos entrevistados deram avaliação negativa. Já 4% não souberam ou não quiseram responder. Foram feitas 2.000 entrevistas presenciais, de 19 a 22 de outubro de 2023. A margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Queda em todas as regiões – O principal responsável por esse resultado é o Nordeste, segundo a pesquisa, onde os que avaliavam o governo como positivo eram 56% em agosto, e caíram para 48%. Os que acham negativo foram de 18% para 21% e os que avaliam de forma regular subiram de 23% para 29%. Não sabem ou não responderam 3%. No Sudeste, a avaliação negativa saiu de 25% para 32%. No Sul, subiu de 26% para 30%. No Centro-Oeste e Norte, a avaliação negativa caiu de 34% para 28%, e regular, 29% ante 31%.
Por classe social – A avaliação do governo Lula é positiva para 47% dos que ganham até dois salários-mínimos, ante 50% na pesquisa anterior, e a negativa para 19%, ante 16%. Os que consideram regular se mantiveram em 28%. Entre os entrevistados que recebem entre dois e cinco salários, 34% avaliam como positivo o governo Lula, ante 38%, e 32%, como negativo, ante 26%. Os que consideram regular se mantiveram em 31%. Entre os que ganham mais de cinco mínimos, 28% consideram positivo ante 34% na anterior, e 43%, negativo, ante 36%. Os que consideram regular somam 26% (eram 28%).
Mais um embate – A terceira ida do ministro da Justiça, Flávio Dino, à Câmara dos Deputados foi novamente palco para o embate entre ele e parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os congressistas pressionaram Dino, sobretudo, sobre a situação da segurança pública no Brasil, as imagens do ministério durante o 8 de janeiro e sobre a ida dele ao complexo da Maré, favela do Rio de Janeiro. As provocações vieram de ambos os lados. Ao falar sobre o Rio de Janeiro, Dino fez ataques indiretos a Bolsonaro e à família. Ele disse que um dos maiores erros políticos do Estado foi o apoio às milícias, que, segundo ele, partiu de políticos.
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Fontes: Publicações diversas, c/repercussão do Blog do Magno e foto Divulgação.




