Blog Luis Machado

Hamas deve libertar pelo menos 13 reféns, e Israel soltar ao menos 39 palestinos no 2º dia de trégua

No primeiro dia do acordo, grupo terrorista soltou 13 israelenses, 10 tailandeses e 1 filipino. Já Israel libertou 39 que estavam presos desde antes da guerra e começou trégua de 4 dias. Mortes no conflito chegam a 13.702 — 1.402 do lado israelense e 12.300 na Faixa de Gaza, segundo o governo do Hamas (os números não puderam ser verificados de forma independente).

Como vemos, eis, acima, o título e subtítulo da matéria que noticia (que corre o mundo), a libertação de reféns e de prisioneiros das partes envolvidas no conflito e de outras nacionalidades.

A propósito, cumpre fazer ligeira reflexão, acerca do que se concebe como sendo libertação. Clarividente que, a liberdade física das vítimas das atrocidades ocorridas de parte a parte é mais que real e manifesta. Mas há que atentarmos para uma outra espécie de prisão, à qual ainda irão está submetidos os agora libertos, por algum tempo. Trata-se da prisão representada pelos traumas existentes na alma de cada uma dessas pessoas, muitas delas crianças indefesas e inocentes que, sequer podem compreender as razões de tanto sofrimento e atrocidades. Delas e de seus entes queridos, muitos deles feridos ou mortos.

A tragédia de uma guerra não se mede apenas pelo número de mortos e feridos. Mede-se também pelos males causados de geração em geração e a história é repleta de exemplos. Quem não vê os reflexos maléficos da Segunda Guerra Mundial (só para citar um exemplo), cuja repercussão da monstruosidade praticada, se estende até os nossos dias?

Difícil é até mesmo fazer uma reflexão acerca dessa temática, na medida em que, há uma infinidade de vertentes a serem abordadas que, sugerem sempre esmerada consideração e exercício de pensar. Mas não basta pensar, idealizar e lamentar, porque, de concreto, em nada contribui para o que interessa. O que importa mesmo é que, cada um lute e faça sua parte, sob o viés de uma cultura de paz e harmonia entre as pessoas e mais que isso: entre povos e nações. Fala-se muito, mas se pratica pouco, quanto a isso.

Com efeito, o espírito beligerante nunca começa grande. Nunca se nos apresenta em grandes proporções, entre as nações. Começa pelas pessoas, individualmente, onde cada uma delas deixa de fazer sua parte, nas pequenas atitudes, com destaque para quem comanda. Não posso me queixar do Governo, por exemplo, se ao abrir a torneira para escovar os dentes, a deixo vertendo água, displicentemente, sob a justificativa de que, quer eu a deixe fechada ou deixe aberta, “minha conta a ser paga irá ser sempre a mesma”. Isso é egoísmo!

A Água por mim desperdiçada, é a mesma que faltará na torneira de alguém, em algum lugar. Traduzindo: uma cultura de paz e harmonia, preconiza respeito, ações e atitudes que pensam no bem-comum, independente de conceitos e ideologias. Tem a ver com a índole de cada um. E já que a “moda” é: ‘cada um por si e Deus por todos’, a situação desgovernada do mundo só tende a crescer, lamentavelmente!

Como diz o trecho da canção de um conhecido padre católico, “chamem isso de utopia. Eu a isso chamo paz”.

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