Blog Luis Machado

“Jarbas Vasconcelos: Um exemplo a ser seguido”. Será?

“Jarbas Vasconcelos: Um exemplo a ser seguido”. Será?

“Jarbas Vasconcelos: Um exemplo a ser seguido”. Será?

“Jarbas Vasconcelos: Um exemplo a ser seguido”. Será?

Todos enaltecem a figura do ex-senador Jarbas Vasconcelos. Mas para alguns, esse discurso é só retórica

  • Já era esperado que a saída de Jarbas Vasconcelos da cena política, por algum motivo, suscitaria esmerado acervo de manifestações enaltecedoras da trajetória pública do citado político pernambucano e não poderia ser diferente.

Com efeito, cumpre dizer que, aos pernambucanos, em particular, as manifestações de apreço ao ex-senador devem suscitar uma reflexão; não pela renúncia de Jarbas, em si. Mas sim, porque ocorreu há poucas horas da prisão, pela Polícia Federal, do prefeito de uma cidade da Zona da Mata Sul (prefeito Noé Magalhães, de Água Preta), acusado da prática de uma série de delitos.

Não seria de admirar que, se alguém pedisse a opinião do citado prefeito, sobre as qualidades do ex-governador, se o mesmo também se esmerasse em elogios. Estamos dizer, mesmo, é que, já não basta falar das virtudes de que as tem. É preciso, na prática, agir de forma republicana, mas essa é a parte mais difícil.

Nem precisamos de muitas palavras ou frases de efeitos, pois lamentavelmente chegamos a um estágio tão apodrecido do tecido social e político que, vem aquela sensação de que não mais adianta falar muito acerca das nossas mazelas. São gestos e atitudes condenáveis de autoridades (em todos os níveis e dos três poderes da República); mas são gestos e atitudes inadequados também, de cidadãos do povo, politicamente falando.

Uma simples deslizada na tela do aparelho celular e já nos deparamos com um rosário de denúncias contra políticos e, de tanto se ver que assim é, parece que aos poucos vamos perdendo a capacidade de nos indignarmos com toda essa enxurrada de maus exemplos. Mas, os atores de tais cenas não são os mesmos paladinos da moralidade?

Pois muito bem. Se falar já não quer dizer nada, então por que não agir, na prática, com ações robustas a sobreporem-se a qualquer discurso? Ou será que isso também é inútil, porque há certas ações que não dão “ibope” ou não atraem os holofotes? Essa pergunta faz sentido maior, especialmente para quem pretende eleger-se prefeito ou vereador, ano que vem.

Pode até ser que, no geral e para muitos, em política seja preciso “ser político” e “jogar o jogo”, já que é assim o sistema. É possível que, para alguns, em geral, os meios sempre justifiquem os fins. Mas também é possível que nem sempre tenha que ser assim. Se ‘cada cabeça’ é um mundo, eu não preciso ser mal feitor, apenas por que ‘é assim que a banda toca’. Eu não preciso mentir nem enganar, só porque a maioria age assim. Eu não preciso fazer política de qualquer jeito, porque a maioria faz assim.

Quem usa a política para ser servido (pelos benefícios que ela proporciona) e não para servir, nem deveria filiar-se a partido político e por uma razão simples: Político assim, não presta!

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Comento,, argumento. Só não invento!

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