
Por fim, chegamos ao chamado ano eleitoral de 2026 e com ele a enxurrada de pesquisas eleitorais – que anunciam a primeira do ano, já para esta semana – e conjecturas de analistas políticos de todo tipo e para tudo o que é gosto e interesse, não faltam. Por conta disso, as comparações das gestões administrativas de João e Raquel são inevitáveis.
Também nós aqui, do Blog Luís Machado expomos o que se nos apresenta como óbvio, no atual cenário. Calçados nos princípios da imparcialidade, temos que, em princípio (só em princípio, é razoável reconhecer virtudes e defeitos dos citados pré-candidatos ao Governo de Pernambuco.
Se de um lado temos um jovem prefeito da Capital que, apesar da pouca idade, foi eleito e reeleito e além disso ostenta boa avaliação em todas as pesquisas feitas, por outro lado temos uma governadora de primeiro mandato, que por sua vez encontrou o Estado em verdadeiro “chão de terra arrasada” em áreas muito sensíveis aos pernambucanos. Embora pudesse ter feito melhor, não poderia fazer milagres, convenhamos!
Basta lembrar de como o ex-governador Paulo Câmara – então no PSB – terminou seus oito anos de gestão, deixando estradas em todo o Estado, num verdadeiro caos. Isso, sem falar nas áreas de Educação, segurança e saúde, para citar só algumas.
Quanto à governadora Raquel, não é novidade que, desde o primeiro dia de sua gestão, no afã de quebrar paradigmas muitas vezes até antirrepublicanos (como o loteamento de cargos com deputados) historicamente existentes na Assembleia Legislativa – notadamente na forma de relacionar-se com a cúpula da Casa de Joaquim Nabuco – enfrentou dificuldades para aprovar seus projetos, o que já era esperado.
Endurecer na quebra de braço com o Parlamento – especialmente em relação aos repasses de Emendas Parlamentares – Isso deu munição a João Campos, que surfou na onda do desgaste da governadora, o que lhe rendeu, por via indireta, até mesmo a direção da principais Comissões da Casa, qual seja: Justiça, Administração e Finanças.
Bom de redes sociais e gastanças milionárias com propaganda, João deu-se bem no primeiro mandato para, no segundo surpreender-se com uma oposição qualificada que lhe tem tirado o sono, como ocorreu nos escândalos das creches e por último, no caso da nomeação concurso, cujo candidato aprovado em primeiro lugar foi preterido, em favor de um predileto do prefeito. Isso está a render até pedido de impeachment do gestor, malgrado do prefeito ter voltado atrás.
Pois muito bem. Ao que nos parece, em linhas gerais, uma coisa é governar a cidade do Recife que, diga-se de passagem, tem sido bem gerida, se comparada a muitas outras cidades, no Estado, desde os tempos do ex-prefeito Antônio Farias, cujo impulso tornou-se maior, nas gestões de Jarbas Vasconcelos. Ou seja: Recife é uma cidade problemática, desde sempre, porém não caótica, exceto em termos de mobilidade urbana.
Já o Estado, nas gestões do PSB tem deixado a desejar e aqui está o cerne da questão. Não dá para comparar, em termos meritórios, as administrações de Raquel e de João. Governar Recife é bem menos difícil do que governar Pernambuco. Isso é óbvio!
Para quem acompanha com visão isenta e imparcial a cena política no Estado e na Capital sabe que, em desfavor da governadora conta o fato de que, só agora trouxe ela ao Estado, o início de reformas estruturais – como é o caso do tão sonhado Arco Metropolitano e a solução do Metrô do Recife – que há anos os pernambucanos tanto esperam e necessitam. Há outros, como o trecho da Transnordestina, a passar por Pernambuco, o que dará verdadeiro up grande a um futuro e eventual segundo governo de Raquel Lyra.
Cabe aos eleitores de Pernambuco discernirem se devem apostar em Raquel que, em três anos de Governo deu sinais de arrumar a Casa e partir para grandes obras ou se apostará num prefeito que, apesar de arrojado e bem intencionado, governa a Capital, cujo rosário de problemas é infinitamente menor do que os gargalos existentes num Pernambuco, que só tem perdido posição para outros Estados nordestinos, por conta de equivocadas administrações do passado.
E nem adianta brigarem pelo menos por enquanto, pela “paternidade” de Lula – que quer palanques dos dois – porque ambos são paz e amor, junto ao petista, candidatíssimo à reeleição.
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