Entrar na vida pública, pra maioria das pessoas que nela se aventuram, significa muito mais que uma carreira profissional. Significa um estilo de vida, sem o qual a própria vida parece não ter sentido. É o caso do gestor que, por suas estripulias acaba nas garras da Justiça, mas apesar disso, continua a viver como se nada tivesse acontecido.
É o caso do deputado estadual e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PCdoB) que conta no currículo ter exercido o cargo de Prefeito do Recife em duas gestões seguidas, por irregularidades praticadas no exercício do mandato. Foi condenado em primeira e segunda instâncias, por infringência à Lei de Licitações, entre 2002 e 2004, já que contratou a Fundação de Empreendimentos Científicos em Tecnologia (Finatec), para prestação de serviços, com dispensa de licitação.
Mas, apesar disso, João Paulo fez vista grossa pra Justiça e acabou sendo eleito pra uma vaga na Assembléia Legislativa de Pernambuco. E como se não bastasse, acaba de se lançar pré-cadidato a prefeito de Olinda, pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), com o apoio do PT, PSB e quem sabe, outras legendas de esquerda.
Ora, convenhamos! Mesmo sabendo ser inelegível, João Paulo dá uma de “João sem braço” e isso tem dado certo, na medida em que ainda não teve seu mandato interrompido pela Justiça, apesar do Tribunal de Justiça de Pernambuco ter confirmado a sentença de primeira instância que o condenou à cassação dos direitos políticos – com a consequente inelegibilidade. Na decisão, ainda foram determinadas multas nos valores de R$ 120.223,46 para João Paulo e R$ 71.647,46, para Lygia Maria Veras Falcão, então Chefe de Gabinete do prefeito.
Ora, se o ex-prefeito que já foi condenado em segunda instância recorrer e perder, como ficarão os eleitores que acreditaram nele? É como o comerciante que recebeu um cheque sem fundos, logo em que percebe o estelionato contra ele praticado, procura devolver o cheque e receber dinheiro vivo, vez que aquela ordem de pagamento de nada serve. Francamente! Quem assim age, deveria receber uma pena muito mais dura do que os 3 anos e 3 meses de prisão confirmados pela 3a Câmara Criminal do TJPE. Convenhamos”




