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Mano Medeiros e seu bom inferno astral

Mano Medeiros e seu bom inferno astral

Mano Medeiros e seu bom inferno astral

Mano Medeiros e seu bom inferno astral

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Ser político não é atividade para qualquer um e tanto é verdade que, aqueles que absorvem isso como uma realidade, alçam voos mais altos. Não apenas pelo êxito eleitoral, em si, mas também pelo exemplo que dão. Isso tem a ver com ética, moral, resiliência e perseverança, dentre outros atributos indispensáveis à vida pública, na política partidária.

Estamos em pleno ano eleitoral às eleições para prefeitos e vereadores de outubro próximo e, como tal, se nos parece oportuno fazer uma reflexão. Desta feita, em relação ao prefeito Mano Medeiros (PL), candidato à reeleição, em Jaboatão dos Guararapes.

Mano tem intrínsecos laços políticos e até familiares com os Ferreira, caciques do seu partido e só isso tem lhe rendido o que comumente se chama de inferno astral. Mano tem que engolir e já engoliu sapo, vindo vindo de todo canto e um deles é exatamente por ser do citado Grupo. Mano tem que conviver com este puxa-encolhe e, de quebra, ser cobrado por aqueles (os Ferreira) que o inseriram na cena política, em Jaboatão.

Mas o prefeito tem protagonizado algumas novidades, como gestor. Ao contrário do antecessor Anderson Ferreira, fala com o povão e é de fácil acesso. Tem um modus operandi característico de homem público popular (não populista), a ponto de ter angariado apoio de conhecidas figuras da cena política local, como o ex-vereador (ex-presidente da Câmara) e ex-deputado Neco, de Fernando Rodovalho (este sem densidade eleitoral, mas valorizado pelo atual gestor), além de muitos líderes dos principais distritos do Município. Isso, sem falar que, dos 27 vereadores da Casa, 25 estão na base do prefeito.

Mano é fiel ao Grupo – por razões óbvias – e só não mexeu, a seu favor, nas peças do tabuleiro da Administração, porque tem consciência de que o mandato que exerce, de certa forma, não lhe pertence (ele era vice e só é prefeito, porque o então titular Anderson renunciou, para ser candidato a governador, ano passado), ficando engessado quanto a mudanças substanciais no organograma da máquina administrativa, que comanda.

Engole seco, ao saber que o acusam de “pau mandado” dos Ferreira. Mas uma coisa é certa, aliás duas: Sendo reeleito, Mano será dono do próprio nariz e só não vai carimbar sua própria marca, se não quiser e aí sim, neste caso, será realmente “pau mandado”; a outra coisa certa é que, para os Ferreira, se Mano ganhar, os méritos (na cabeça dos Ferreira) serão deles. Mas se perder (para os Ferreira), a conta e desgraça será só dele, Mano e este sabe disso.

Mano Medeiros já tem metade do caminho andado e basta olhar o poderio que a máquina administrativa lhe oferece. Basta ver a visibilidade que obteve, com as recentes festividades de fim de ano e as festas de padroeiros do Município. E como se isso fosse pouco, o prefeito governa um Município, onde o PT e as esquerdas jamais se consolidaram. Em Jaboatão a rejeição ao PT é brutal. Não por acaso o pré-candidato Elias Gomes tem assumido posturas arriscadas, tentando reverter essa situação. Medeiros sabe do chumbo grosso e bombardeios que virão por aí. Mas, queiram ou não, afora os perrengues, tudo conspira a favor de Mano. Não enxergar isso é passar atestado de miopia.

Se pelo dito acima, as circunstâncias de desconforto são assim para Mano, por outro lado, não deixa de ser algo bom e prazeroso. Será ainda melhor e compensador, se vier a ser reeleito. Neste caso, será quando seu inferno astral terá valido muito à pena. Ponto.

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