Não perguntar o que seu país pode fazer por você?

Bandeira do Brasil

Alguns de nós cresceram embalados por essa nacionalista e célebre frase, do ex-presidente dos EUA, John Kennedy, em seu discurso de posse, na Casa Branca, frente à multidão reunida no Mall de Washington na gelada manhã de 20 de janeiro de 1961, a qual é sempre repetida em tempos de crise, na América.

Diante do cenário sombrio que se pré-anuncia para o Brasil, por todos os motivos já conhecidos, há que se repetir como se fora um mantra, a fim de que mais uma vez possamos nos erguermos, até porque, desta vez, as duras provações não são apenas nossas, mas do mundo inteiro.

Temos constatado um sentimento de inquietação e fadiga que, através das mídias dão o tom dessa preocupante realidade. Sentimento de incerteza, de medo e revolta; sentimento de injustiça e desigualdade que, diante da falta de organização social e política do Pais, só faz crescer, fazendo com que experimentemos também nós, as frustrações ocorridas em alguns País, mundo afora.

Atitudes como cobrar dos outros ou terceirizar ações que, no fundo são nossas, tem sido recorrentes em nosso País, especialmente nas áreas política e judiciária. Cobrar e exigir, no entanto, são tarefas fáceis. Fazer nossa parte é o que tem sido difícil. Mas, que parte? A parte que cabe ao cidadão é exercer sua cidadania, sabendo aonde começa e termina seus direitos. A parte estatal é aquela que se dê ao cidadão, o que lhe é devido, nos moldes preconizados no texto de nossa Constituição Federal de 1988.

Fala-se que, o pós-pandemia exigirá posturas diferentes e é fato. Quando voltarmos ao “normal” constataremos que, alguns saíram melhores e outros piores. E são esses piores que, malgrado serem minoria, agirão (como sempre ocorre) de forma ruidosa e irracional. Aí é que está o perigo. Perigo de nos tornarmos um País de outras numerosas “ilhas” de miséria e de prosperidade que, convivendo lado a lado, nos sentiremos ainda mais indiferentes, como se o semelhante não fosse também gente.

Ao contrário do que muitos pensam, não perguntar o que o País pode fazer por você é na verdade, fazer sua parte, como cidadão. E, na outra ponta, o que o País pode fazer por você, é fazer a parte dele, enquanto Nação, através dos seus poderes constituídos. Constituídos e eivados do mais legítimo espírito republicano. Isso feito, está mostrado o que você pôde e fez pelo País. Enquanto é tempo!

Matéria do blog, edição deste sábado repercute e causa polêmica

Jaboatão clama por socorro – por André Rodrigues – Leitura Saudável

Fora de qualquer expectativa, foi a repercussão da matéria publicada aqui, neste sábado (04), sob o título “Jaboatão é importador de prefeitos forasteiros”, a favor e contra. Mas o fato é que foi motivo de debates e discussão, até entre blogueiros mais voltados à cena política de Jaboatão dos Guararapes.

Afora a questão de se deve ou não, eleger prefeitos não nascidos em Jaboatão, só temos a dizer que, pessoalmente não temos nada contra. Até porque de nada adiantaria eleger candidatos nascidos no Município, se estes não honram o voto do eleitor e em última instância, suas promessas de campanha. O que foi dito é que a grande maioria não tem compromisso com a Cidade e, via de regra, cai de pára-quedas. Aliás, não deve ser este o caso, por exemplo, de pré-candidatos como Arnaldo Delmondes (PCdoB) e do próprio Anderson Ferreira que, malgrado as acusações de superfaturamento e outras agendas, não se tem notícia de que seu Governo seja um desastre, tal qual ocorreu com gestores do passado. Pelo menos até agora.

A propósito e, afora a discussão em torno da natividade de candidatos, o que se está comentando é que, apesar de muito conhecido, o ex-deputado federal, Sílvio Costa só pontuou na casa de 2%, em pesquisa publicada na última quinta-feira, que aponta o atual prefeito Anderson Ferreira (PL) na dianteira, bem à frente dos concorrentes. Será que Silvio, a exemplo do Pastor Tércio, já teria jogado a toalha, desistindo do pleito?

RAPIDÍSSIMAS

  • Indecifrável mesmo, é a postura do ex-vereador Neco, de Jaboatão dos Guaraapes. Afinal de contas, para quem disputou o segundo turno das eleições de 2016 contra o atual Prefeito Anderson Ferreira (PL), ficar de fora do próximo pleito é, no mínimo, estranho. Será que até tu, Neco, vai subir no palanque do Prefeito?
  • Quando dizem que Jaboatão dos Guararapes “não tem sorte com políticos”, é porque, há um fundo de verdade, nisso. Exemplo disso foi a estrondosa votação que a delegada e agora Deputada Gleide Ângelo obteve em Jaboatão dos Guararapes (66 mil votos) mas apesar disso, não ajudou com um centavo, sequer, dos cerca de R$ 2 milhões de emenda parlamentar a que tem direito. Dizem que, o que Jaboatão tem pra ela, tá guardado!
  • Já que essa edição do blog parece direcionada hoje para Jaboatão, não custa nada perguntar: Numa eventual junção entre o Vereador Daniel Alves e Dr Ulisses, quem somaria mais, a ponto de ser o candidato a enfrentar os concorrentes?
  • Ainda por falar em Jaboatão, comenta-se que, quem manda, na Prefeitura de Jaboatão é o deputado federal, André Ferreira (PSC), irmão-gêmeo de Anderson. Então, quer dizer que o Prefeito só faz o que ele quer?
  • Então quer dizer que a Secretaria de Saúde do Estado, não mais vai comprar através do Consórcio Nordeste – que reúne os nove Estados do Nordeste? Pois é, após ser orientado por conselheiro do Tribunal de Contas do Estado – TCE -, mandou-se ofício a este, dizendo acerca da decisão. Pelo menos isso.
  • São João Solidário, de Caruaru deu exemplo, ao arrecadar 13 mil cestas básicas que serão distribuídas com os mais carentes.

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