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O calvário dos políticos já conhecidos do povo

O calvário dos políticos já conhecidos do povo

O calvário dos políticos já conhecidos do povo

O calvário dos políticos já conhecidos do povo

Não faz muito tempo, perguntei a um conhecido político pernambucano sobre o que o motivaria querer continuar na cena político-partidária, se o mesmo já passou por cargos importantes e bem que poderia agora usufruir do patrimônio conquistado, junto aos seus familiares ou partir para outras atividades igualmente importantes, a serviço das pessoas. Observe-se que foi ele prefeito de importantes municípios pernambucanos. A resposta dele: “É que a gente fica inconformado com o que há de errado; não dá para ficar quieto, entende?”.

Ora, a justificativa dele está circunscrita ao universo do relativismo. Ou seja, se para ele, tantos cargos exercidos não foram suficientes para realizá-lo, politicamente falando, o que lhe garante que agora poderia deixá-lo realizado, caso volte a ser diplomado vencedor, nas próximas eleições? A resposta é: não lhe é assegurada, nenhuma garantia.

Curioso é que, sequer se dá ele conta de que, grande parte do que agora aponta como omissão ou ineficiência dos seus concorrentes, bem que poderia por ele ter sido executado, no passado e nisso consiste um dos seus maiores obstáculos, quando da caça ao voto. A pergunta inevitável: Se você aponta erros hoje cometidos, por que não o fez antes, quando teve a oportunidade de fazê-lo?

Diz o velho adágio popular que, “se conselho fosse bom, não se dava, se vendia”. Longe de nós, querer dá mentoria a políticos com o perfil acima citado, apesar de nossa experiência como advogado de políticos, durante anos, além de fazedor de opinião, aqui através do Blog Luís Machado. Entretanto, ousamos sugerir à quem exerceu, no passado, o cargo de prefeito: seja criativo, proativo. Ao invés de só criticar, seja inovador, leve e antenado. Repaginar os próprios conceitos e modus operandi, no apresentar-se ao povo, como candidato, é exigência inadiável dos novos tempos.

O mesmo princípio é válido para candidatos a vereador, que pretende renovar o mandato. Se não foi possível ser “independente” no exercício do mandato, seja agora ao menos criativo, no propósito de fiscalizar o prefeito a ser eleito, sem abrir mão, portanto, das prerrogativas do cargo. Quem não se reciclar, terá os dias contados, na vida pública e as redes sociais chegaram com força, para ficar. “Quem tiver ouvidos, para ouvir, que ouça!”

Para quem se lança novamente como candidato a vereador ou a prefeito, o “calvário” no percorrer a “via crucis” de uma campanha é sempre mais doloroso do que para os marinheiros de primeira viagem, que almejam representar o povo, pela primeira vez. Não que para estes seja fácil. É que, em tese, é menos dificultoso conquistar o eleitor, se ainda não se foi aprovado nas urnas.

O problema é que, neste enigmático planeta chamado política partidária, seus habitantes são contaminados por um vírus que quase sempre cega, impossibilitando ao contaminado de enxergar o óbvio. Traduzindo: “o importante é competir”, mesmo que a votação seja um fiasco. Isso sem falar que, nessa realidade planetária, ser candidato e obter alguma votação é ser visto, valorizado nas instâncias de poder. De certa forma, faz sentido.

É mais fácil um influente líder comunitário ser recebido em gabinete de um figurão da República, do que um pós-graduado em ciências sociais (só para exemplificar), avesso à política. Daí porque, para políticos teimosos e sem voto, não importa muito a extensão do calvário, contanto que, mesmo estando morto, quem sabe, por algum milagre, ressurja ele, para o transitório pódio (lugar mais alto), do glamouroso e ilusório panteão do Poder.

2 thoughts on “O calvário dos políticos já conhecidos do povo

  • Artur Brito

    Belíssima colocação. Esse seu questionamento era para os eleitores estarem fazendo. Porque o político acha que na próxima vai fazer? Porque devo acreditar nele? Vejamos as três Forças que movem o mundo: dinheiro, sexo e poder. E através da política é mais rápido alcançar ‘a força”. Acredito que o político possa fazer uma reflexão do trabalho passado realizado e possa mudar para no próximo trabalho fazer bem melhor. Para tanto, precisa de uma narrativa e formatação da campanha adequada e profissional. O marketing político não é pra maquiar e sim para apresentar da melhor forma o candidato e suas qualidades.

    Resposta

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