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Pandemia aprofunda o drama de quem já era pobre. O abismo só aumenta.

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É como se houvesse uma combinação para, quem já era rico ficar mais rico e quem era pobre, ficar mais pobre. Esse é o cenário já exposto como reflexo da pandemia do novo coronavírus. O preocupante é que, no Brasil isso cai como uma luva, já que, ao menor sinal de crise, a grande massa de desvalidos já denuncia o lado cruel da situação.

Razões e justificativas não faltam para quem, de alguma forma vê na desigualdade sócio-econômica, mero fenômeno sazonal que, para eles, é fruto dos princípios basilares de nossa economia, mas que daria pra aceitar esse cenário quase caótico. Até porque somos celeiro produtor mundial de riquezas que, no seu conjunto, está a serviço de pouquíssimos, em detrimento da grande maioria do povo brasileiro. Basta ver o preço da cesta básica.

Cumpre dizer que, A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio mostra que, na média, os 10% mais ricos perderam 3% da renda com a pandemia, e os 40% mais pobres viram a renda familiar que vem do trabalho, descontando o auxílio do governo, cair mais de 30%.

Em São Paulo, as diferenças têm endereço. O valor do metro quadrado das áreas nobres subiu como efeito colateral da quarentena, enquanto nas vielas estreitas as famílias vulneráveis ficaram sem saída. Posicionada no nicho da elite de compradores, a imobiliária Boutique nunca cresceu tanto como em 2020. Já há fila de compradores esperando por uma cobertura. Pasmem!

“A gente teve um crescimento de 42% e a gente não esperava isso. A gente brinca que falta produto e não falta cliente para esse nicho”, revelou Rafael Guaraná Menezes, sócio da imobiliária de luxo. As maquetes econômicas projetam para além dessa crise o abismo entre classes.

“A pandemia não é só um problema que acontece enquanto ela dura; ela deixa marcas na educação, no trabalho dos jovens de hoje. Esse efeito cicatriz que a geração de estudantes e de jovens durante a pandemia devem sofrer depois da pandemia”, alertou Marcelo Neri, diretor da FGV Social.

Do alto, o impacto financeiro da pandemia foi sentido à distância. Pessoas acomodadas no topo da pirâmide perderam pouco ou nada, e houve até quem ganhou no período de distanciamento social. É o que indicam os dados recentes de emprego e renda.

“Por causa dessa pandemia, desse vírus, ninguém quer encostar numa água. Todo mundo tem pânico de ter algum contato físico. E o trabalho de diarista? Sumiu! Eu não quero viver de doação, eu sou jovem, saudável, eu quero um emprego! Quero ter uma renda no final do mês para a minha geladeira vai ter algum alimento, vai ter um leite para a minha filha”, desejou Maiara Santana, vendedora ambulante.

“Ambulantes, diaristas, lojistas, feirantes, foram pessoas que foram severamente impactadas com as leis de restrição de circulação de pessoas e, apesar do auxílio emergencial ter amortecido um pouco o impacto econômico desse vírus, a gente vê que, nesse momento em que o auxílio emergencial já acabou, as consequências da crise econômica que a gente viveu estão ressurgindo; e o reflexo direto disso é a desigualdade, porque milhões de pessoas estão desempregadas e aquelas que trabalhavam por conta própria tiveram um impacto muito grande nos seus rendimentos”, explicou Gabriela Chaves, economista da NuFront.

Fonte: G1.

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