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Prefeito de Jaboatão Mano Medeiros faz um gol de placa

Prefeito de Jaboatão Mano Medeiros faz um gol de placa

Prefeito de Jaboatão Mano Medeiros faz um gol de placa

Prefeito de Jaboatão Mano Medeiros faz um gol de placa

Pode parece que não, especialmente para os mais jovens. Mas para os mais antigos, especialmente àqueles que nasceram na parte antiga do Jaboatão dos Guararapes (o chamado Jaboatão Centro) o fato do prefeito Mano Medeiros (PL) ter revitalizado o antigo prédio da administração municipal e lá voltado a despachar, significa muita coisa.

Se tem uma coisa que os moradores daquela área do Município não perdoa, é o fato de que a sede da administração foi transferida para o bairro de Prazeres e com ela, praticamente todos os órgãos de decisão, o que, diga-se de passagem e justiça seja feita, era algo inevitável. Não por acaso, o bairrismo dos moradores de Jaboatão Centro cresceu e se agigantou, a ponto de as administrações pós Geraldo Melo terem que enfrentar um sentimento oposicionista experimentado pelos administradores que o sucederam, nunca visto antes.

Para se ter uma ideia, mesmo após ter sido eleito duas vezes prefeito, deputado estadual e deputado federal também por duas vezes, Geraldo amargou uma derrota estrondosa, no pleito de 1996, no qual sequer foi ao segundo turno, cuja eleição foi vencida por Newton Carneiro, contra Dr. Ulisses Tenório. Geraldo sequer elegeu o filho, Geraldinho, para vereador, apesar deste antes ter sido eleito deputado estadual, pelas mãos do pai.

Geraldo Melo que, ainda em vida amargou a ‘pexa’ da acusação de que teria dito: “o povo de Jaboatão come aqui, na minha mão”, angariou a antipatia do povo, para quem Melo teria traído Jaboatão Centro, em favor das praias, como se diz até hoje.

Depois de Geraldo Melo, tudo o que se poderia conceber como sinal de administração, foi sendo ‘sucateado’, como dizem os jaboatonenses de raiz. Uma prova disso (apenas uma), é que o ex-prefeito Anderson Ferreira nunca obteve maioria de votos, em Jaboatão Centro, em suas campanhas para prefeito da Cidade.

Pois bem. Eis que de repente, surge Mano Medeiros que, auscultando aquele velho sentimento e precisando reeleger-se a prefeito, resolve resgatar aquele sentimento nativista do velho Yapoatã, nome indígena original que dá nome ao atual , ainda muito vivo na alma dos jaboatonenses.

De fato, não vislumbra-se forma mais genuína e convincente de trazer de volta o orgulho e amor próprios àquela porção da população que, enxerga no gesto do prefeito Mano, uma espécie de massagem ao ego de todos eles. Foi lá, que primeiro se escreveu na parte fronteiriça do Quartel do Exército conhecido como “14”: “Aqui se aprende a defender a Pátria”. Mas a raiva é que os gestores não defenderam Jaboatão, à altura.

Ninguém duvide do sentimento bairrista ou de amor à Terra, de uma coletividade que, como recompensa, pode significar atitude de gratidão e isso pode ser demonstrado em outubro do próximo ano, nas urnas. Medeiros pode está quebrando a resistência dos jaboatonenses do Centro, na medida em que, não só compartilha fisicamente o local administrativo de sua gestão, como até moradia (segundo se comenta) fez por lá. Só espera-se que, em relação à esta, de lá não se mude, tão cedo, estando fora do cargo, seja ou não seja reeleito.

Queira ou não queira, Mano Medeiros está fazendo um gol de placa, sem dá um chute, sequer, na canela do adversário.

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