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Raquel Lyra não honra slogan “construção de pontes”

Raquel Lyra não honra slogan “construção de pontes”

Raquel Lyra não honra slogan “construção de pontes”

Raquel Lyra não honra slogan “construção de pontes”

O que começa errado, dificilmente termina certo e esse é bem o caso da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Todos lembram do primeiro ato de seu governo, em janeiro deste ano, quando, numa só canetada e sem tomar pé da realidade, exonerou mais de dois mil cargos comissionados para, logo depois, noutra canetada, voltar atrás, para reformar o que havia feito.

Aliás, antes mesmo de tomar posse deixou de nomear, em tempo hábil, auxiliares para a transição, entre o Governo que saía (governo Paulo Câmara) para o governo dela que estava prestes a iniciar, o que gerou cobranças da imprensa e desconfiança da classe política, no Estado. Resultado disso foram acusações de parte à parte e era a palavra de um contra a palavra do outro. Para completar, as nomeações para o segundo e terceiro escalões foram ocorrendo a conta gota, em prejuízo da máquina administrativa.

Para fazer jus à velha máxima de que não há nada tão ruim que não possa piorar, as atitudes da chefe do Executivo estadual ensejaram o inevitável clima de animosidade com a Assembleia Legislativa – malgrado ter na presidência da Casa, o correligionário deputado Álvaro Porto – e a sucessão de insucessos de Raquel, na Alepe foi apenas questão de tempo e esse tempo chegou. Bem ao contrário do que preconizara, em campanha eleitoral, Raquel não tratou de “construir pontes”. Ao contrário. Prefere construir muros e a contundente declaração de Porto, na tribuna mostra bem isso:

Está em todas as mídias de inspiração política, a troca de farpas (apontando para gravidade da situação) do presidente, com a correligionária, deputada Débora Almeida (PSDB). Disse Porto: “Quem não cumpriu com o Regimento foi a presidente da Comissão de Finanças, que se retirou da sessão, deixando lá sete deputados – isso é uma falta de respeito. Fui consultado para dar um parecer e não sou omisso, não estou a serviço de ninguém e não sou subserviente a ninguém. Aqui não sou eu quem feriu o Regimento, que omitiu um bilhão e cem milhões no orçamento do estado. Os pernambucanos têm que procurar saber porque foi feita essa omissão”.

Se quando há diálogo entre Executivo e Legislativo se faz necessário envidar considerável esforço, para suplantar os gigantescos desafios que a sociedade espera sejam resolvidos, o que dirá, se o clima é de confronto! De fato, querer governar um Estado como Pernambuco, no formato de governança, como assim fez, em Caruaru, será tarefa simplesmente impossível, para a governadora. A menos que se dê por satisfeita, em ser ‘governadora de um mandato só’, como dizem os críticos.

Raquel não pode dá-se ao luxo de, atendendo convite para compor a comitiva do presidente Lula (ir a Dubai e lá passar vários dias, em dezembro), para discutir sobre o clima, deixando nas mãos da vice, Priscila Krause, a missão de apagar chamas, cuja agenda é naturalmente sua.

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