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Recusa de João Campos à vice para o PT expõe vísceras do poder

Recusa de João Campos à vice para o PT expõe vísceras do poder

Recusa de João Campos à vice para o PT expõe vísceras do poder

Recusa de João Campos à vice para o PT expõe vísceras do poder

Não por acaso temos dito que há um planeta chamado POLÍTICA sobre o qual poucos entendem o modus operandi de seus “habitantes” e a novela mexicana (que parece está em seus últimos capítulos) sobre a vice do prefeito do Recife é bem um exemplo disso.

Já faz um bom tempo que o PT vem forçando a barra, para indicar o candidato a vice-prefeito, na chapa do pré-candidato à reeleição, João Campos (PSB), ensejando postura duvidosa do socialista que, por fim, foi a Brasília nessa quarta-feira (29) para dizer ao presidente Lula, que não vai escolher um nome petista, para composição de sua chapa, às eleições de outubro próximo.

Isso foi suficiente para que o ex-prefeito e agora deputado estadual João Paulo Lima (PT) declarasse, nesta quinta-feira (30) ao programa “Passando a Limpo”, da Rádio Jornal, que o prefeito João Campos teria sido desrespeitoso para com o presidente Lula e ao PT, por não aceitar a referida indicação.

Sintomático é que a declaração partiu de um político calejado – João Paulo foi prefeito do Recife, por dois mandatos consecutivos, tendo sido antes deputado estadual, a exemplo de agora, com mandato na Alepe – que, embora saiba como é que a banda toca, faz discurso para inglês ver. Sabe ele que, todos os postulados e preceitos atinentes ao poder, estão a anos-luz de distância, do que se preconiza como sendo algo circunscrito aos princípios e valores comuns à todos, em qualquer circunstância.

A prova de que a decisão do chefe do Executivo recifense é natural e perfeitamente assimilável (ao contrário do que apregoa JP), é que o cacique maior do PT (presidente Lula) só fez uma objeção: que João esteja no palanque petista, em 2026 e aqui, nada de novo ou difícil, quanto a isso. Claro que João disse SIm.

Pois muito bem. Sem questionar os favores do Governo Federal em favor da administração socialista de Campos (que diga-se de passagem foram muitos), o fato é que, a lógica de se chegar ou permanecer no Poder, segue parâmetros completamente diferentes e não se está aqui a dizer se são certos ou errados. O fato é que, assim é o “sistema” e ponto final. Aliás, nem há motivos para questionamentos, haja vista que, na essência – resguardadas certas precauções – PT é PSB e vice-versa, com algumas variáveis, para mais ou para menos, como é o caso, em análise.

Como se vê, o núcleo gerador da usina socialista pernambucana não faz “vista grossa” ao fato de que, uma coisa é ser “consorciado” e parceiro do PT; outra coisa é entregar as chaves da Prefeitura do Recife, em 2026, a quem sabe muitíssimo bem manejar as peças no tabuleiro do xadrez.

Não basta pensar o hoje e agora. Uma coisa é ter um vice, de 2025 a 2026. Outra coisa é saber que, neste mesmo espaço de tempo muita água poderá rolar sob a ponte e o que é hoje paz e amor, amanhã poderá não ser, a partir de 2027. PSB e PT se conhecem como ninguém. O fato é que, afora qualquer coisa, o João que é Campos, não poderá dá uma de “João Maria vai com as outras”, por motivos óbvios.

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