
Finalmente, o Papa Leão XIV escolheu o sucessor de Dom Orlando Brandes, que no próximo mês de abril completará 80 anos.
A escolha recaiu sobre o atual arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, ele que é mestre em Teologia Moral e que já foi segundo vice-presidente da CNBB.
Trata-se da primeira grande nomeação que o Sumo Pontífice faz para o Brasil. Aparecida é muito importante não apenas por ser Arquidiocese, mas sobretudo porque nela se situa o Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, que faz dela ter uma projeção eclesial, midiática e social muito grandes.
Por motivos como esses é de se entender como a presente nomeação foi uma das mais demoradas e, digamos, difíceis ao Vaticano. Exigiu muito do Dicastério para os Bispos e da Nunciatura Apostólica no Brasil. Não apenas pela importância de Aparecida, mas também pelo fato de ser dom Orlando figura controvertida (por impactantes declarações feitas, no curso dos seus nove anos à frente da Arquidiocese de Aparecida.
Suas posições inspiradas na Teologia da Libertação – seguindo a linha adotada pela cúpula da CNBB, há décadas – gera grande expectativa de mudanças, por parte de considerável parcela dos católicos tidos como conservadores, em todo o Brasil.
Dom Orlando Brandes, é arcebispo desde 2016 – deveria ter sido substituído há quase cinco anos, já que os bispos se aposentam aos 75 anos. O ainda arcebispo dom Orlando Brandes está, portanto, às vésperas de completar 80 anos, cinco além do limite estabelecido pelo Direito Canônico, para que um bispo administre sua diocese.




