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TRIBUTO A PAULO MARQUES

Biografia do(a) Deputado(a) Federal PAULO MARQUES - Portal da Câmara dos  Deputados

Fonte: Jornalista Magno Martins e comentário de Luís Machado.

“Ao meu amigo Paulo Marques Mário Quintana, o poeta do amor, do tempo presente e futuro, dizia que a vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. ‘Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, já terminou o ano”, disse numa poesia, acrescentando: “Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas”.Lembrei-me de Quintana quando fui informado por um amigo ontem, o produtor cultural Roberto Andrade, o mais novo integrante da confraria dos amigos do meu blog, que bate ponto às sextas no Mingus, da passagem dos 14 anos da despedida deste plano terrestre da vida do meu amigo Paulo Marques, jornalista, radialista e político. Deus o chamou precocemente, com apenas 56 anos, arrastado para a eternidade por um agressivo câncer no cérebro.Quem cuidou dele como se tenta, desesperadamente, salvar um filho, foi o empresário Eduardo Monteiro, do Grupo EQM, formado por usinas e a Folha de Pernambuco. Agarrado a Paulo como um integrante da família, Eduardo custeou todas as despesas da internação dele num dos melhores hospitais de São Paulo. Fez de tudo que esteve ao seu alcance para salvá-lo, mas a vida é um desígnio e estava escrito nas estrelas que Paulo seria sequestrado por Deus, abreviando sua alegre convivência conosco.Paulo Marques era um homem extremamente alegre e engraçado, contador de causos políticos e jornalísticos, um ser humano agradável, cuja convivência dava grande prazer e felicidade. Garoto em Afogados da Ingazeira, conheci inicialmente Paulo Marques pelas ondas poderosas da Rádio Clube, com o inesquecível quadro da carrocinha em seu programa no início da tarde, destino dos maus políticos, dos governantes corruptos e relapsos no trato da coisa pública.De uma hora para outra, a popularidade que Paulo Marques conquistou pelo rádio deu-lhe o segundo mandato popular, de deputado estadual. Em Carpina, retrato drumoniano em sua parede, terra natal, onde perambulou descalço em suas calçadas na infância, já havia ocupado uma cadeira na Câmara de Vereadores. Foi ali que foi feliz e não sabia, ouvindo o canto do Sabiá, respirando o ar puro das montanhas, trepidante vivente da Bossa Nova e do rebelde movimento da Jovem Guarda, embalada pelas ladeiras de Santos, de Roberto e Erasmo Carlos.Fã de carteirinha de Paulo Marques, me emocionei ao conhecê-lo pessoalmente na mesma Rádio Clube, bem mais tarde, eu já na condição de produtor do programa matinal apresentado pelo saudoso Edilson Torres, que também se projetou pelo rádio e dos seus ouvintes ganhou passaporte para representá-los na Assembleia Legislativa. Mais tarde, em Brasília, acompanhei Paulo Marques como deputado federal, eu já como diretor da sucursal do Diário de Pernambuco. Adorava tomar um cafezinho em seu gabinete e ouvir suas engraçadas histórias no rádio e na política. Paulo foi um político conservador, tendo começado na Arena, sem nunca esconder que era de direita, fiel aos políticos dessa estirpe, como Gilson Machado, Ricardo Fiuza e José Mendonça, seus melhores companheiros de parlamento.Aprendi com o tempo que vocação a gente se abraça com ela quando percebe que seu ofício propicia alegria e prazer. Embora jeitoso e hábil na política, o prazer de Paulo Marques se manifestava na comunicação. Revelou-se na televisão como grande apresentador e animador de programas de auditório. Era o nosso Silvio Santos ou o Chacrinha tupiniquim, da província. Voz aveludada, boa entonação e dicção perfeita, tinha empatia, charme e desenvoltura diante do microfone. Levava a plateia ao delírio com suas tiradas bem humoradas.O tempo se encarregou do meu reencontro com Paulo Marques na fundação da Folha de Pernambuco, em 1998. Demos uma modesta contribuição para o empresário Eduardo Monteiro botar nas ruas e quebrar o tabu da terceira via impressa, num Estado dependente do maniqueismo nada saudável da concorrência Diário de Pernambuco X Jornal do Commercio. A semente plantada foi sólida. Paulo virou colunista urbano e eu correspondente em Brasília. Com menos de um ano de funcionamento do jornal fui promovido à colunista político, substituindo Fernando Veloso, outro grande amigo que conquistei com o passar dos anos.Todas as grandezas do mundo não valem um bom amigo. Paulo Marques foi amigo dos amigos, um pacificador, ladrão de afetos. Amigo grandioso. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las. Eu sempre tirei o chapéu para Paulo Marques, homem de alma limpa e coração generoso. Paulo nos faz ter a certeza de que as maiores almas são tanto capazes dos maiores vícios como das maiores virtudes.Sua amizade, Paulo, onde você esteja hoje, pode ter certeza, foi de um grande homem. E amizade de grandes homens são um benefício dos deuses.”

Comentário:

“De fato, Paulo Marques era exatamente isso narrado por você. Ainda no interior do Maranhão, aonde nasci e por lá vivi até os 17 anos, éramos ouvinte assíduo do “Cidade Aflita”, início da década de 1970, que ía ao ar por volta do meio dia e, como o nome do programa já dizia, foi através das poderosas ondas da Super Rádio Club que conheci Paulo Marques e nomes de bairros do Recife e Região Metropolitana. O programa era espelho da aflição dos mais desvalidos. Paulinho punha os cachorros atrás das autoridades, naquela trilha sonora prá lá de denunciante. Paulo Marques se fazia porta-voz dos pobres de então. Mais tarde já no Recife tive a honra de conhecê-lo pessoalmente. Nosso último encontro, se não me falha a memória, foi no Restaurante Costa Brava, em Boa Viagem, ocasião em que eu, ele e o amigo empresário artístico José Caros Pinga Mendonça, conversamos sobre política e o cenário artístico (haja vista que Paulinho era amigo do Roberto Carlos e de muitos outros artistas). Chegou a ser apresentador de TV, para todo o Brasil, já que, dado seu talento estupendo, talvez fosse o Sílvio Santos dali pra frente. Mas ao invés disso, enveredou pela política como Magno disse. A morte de Paulo Marques nos chocou a todos. Tanto é que, ainda hoje é ele muito bem e saudosamente lembrado, com carinho por amigos e fãs. Parabéns pela homenagem àquele que, de Carpina, projetou-se pro Brasil. Que Deus o tenha, para sempre, em bom lugar!”

Comento, argumento. Só não invento!

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