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“Vazamento” da crítica do presidente da Alepe à governadora expôs o que é dito nos bastidores do poder

“Vazamento” da crítica do presidente da Alepe à governadora expôs o que é dito nos bastidores do poder

“Vazamento” da crítica do presidente da Alepe à governadora expôs o que é dito nos bastidores do poder

“Vazamento” da crítica do presidente da Alepe à governadora expôs o que é dito nos bastidores do poder

Só se admira do que disse o deputado Álvaro Porto (presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco) – na conversa que teria vazado, entre ele e um servidor da Casa, em face da governadora Raquel Lyra – quem é ingênuo e pensa que as formalidades mostradas publicamente seriam republicanos, em qualquer lugar ou circunstância.

Da mesma forma, é de se considerar como ingênuo que, fora dos holofotes a governadora não solte também suas setas venenosas contra quem lhe aprouver, partindo da premissa de que “toda ausência é atrevida”.

Se de todo mal resulta um bem, o bem nessa história toda serviu para se mensurar quão profundas são as feridas existentes entre Raquel e Álvaro. Alguém saberia quais as razões para tanta animosidade entre a governadora e o presidente da Alepe? Dificilmente, talvez. Malgrado terem estado juntos há tão pouco tempo em campanha, no mesmo palanque e de há poucos dias posarem para fotos, o fato é que os ressentimento entre ambos vão além das discordâncias protocolares de poder, na esfera de cada um deles.

Sem entrar muito no mérito de quem possa ter razão para tanto distanciamento entre ambos (é manifesto que Porto pisou na bola, feio, desta vez), o fato é que, se de um lado a governadora teve a oportunidade para se vitimar e assim o fez, do outro, o presidente da Casa tem o apoio da maioria dos deputados, nos seus embates com a governadora. Isso vem desde o início de sua gestão, em 2023.

A temperatura da crise que agora parece ter atingido seu nível mais alto, se justifica por vários motivos. Há quem aponte o fato de que a governadora sequer cumpriu a obrigação de executar as chamadas emendas impositivas – em que o Estado é obrigado a destinar montante de verbas para áreas de interesse dos parlamentares, do ano passado. Até aqui não cumpriu nem metade disso.

Mas a gota d’água foi a ação perpetrada por Raquel, no STF em que pede a declaração de inconstitucionalidade de trechos da lei do Orçamento do estado aprovada em 2023 pela Assembleia Legislativa. Raquel é fraca no quesito diálogo, não esgotando os meios de persuasão dos seus interesses, nesta questão, junto à Casa de Joaquim Nabuco e o resultado não poderia ser outro.

Honestamente, cá, entre nós, é de se esperar que, na realidade nem houve vazamento de conversa, via microfone aberto. O que houve, foi mesmo a intenção de Porto em, por via indireta, “chutar o pau da barraca” e, se foi isso mesmo, atingiu seus fins, ainda que, para ele tenha ficado feio (como ficou), na fita. Mas, isso faz parte do jogo pesado do poder.

Agora, ou vem alguém do “chega disso” ou a situação ficará ainda mais delicada. Bem. Palavras ditas voam e amanhã já nem se lembram mais do que disse Álvaro Porto. Bem diferente do que é dito pelo Diário Oficial, em portarias e decretos e é nisso que Raquel poderá sair no prejuízo. Sim, porque já nem é só contra a Alepe que a gestora mede forças.

Tem Raquel pela frente, outra pedreira e desta feita, contra o prefeito João Campos, na questão da volta de servidores do Estado, cedidos à Prefeitura do Recife. Raquel não está errada, em chamar de volta servidores do Estado. A questão é que, já está a cargo do Tribunal de Contas do Estado que, deverá decidir favoravelmente ao prefeito, em nome do interesse público, já que os três secretários por Raquel chamados de volta, são bem avaliados, em seus postos de comando, na administração municipal.

Em ano de eleições, muita água vai rolar e essa novela tende a mostrar muitos capítulos dignos de transmissão streaming de entretenimentos de quem aprecia a cena política, nas mídias digitais, até outubro próximo. O tempo dirá.

2 thoughts on ““Vazamento” da crítica do presidente da Alepe à governadora expôs o que é dito nos bastidores do poder

  • Paulo Teogens Ferreira de Oliveira

    Como se paulo câmara liberou emendas para deputados. Quem não fosse da cozinha era zero. O comportamento do presidente da assembleia era um antes de vira presidente foi outro. Ele foi deselegante e mau educado. Não tem defesa para sua atitude.

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