
Como já era esperado há algum tempo, o ex-ministro do turismo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado, anunciou esta tarde em carta ao Partido Liberal(PL) seu desligamento da sigla. Tido como uma das maiores figuras do bolsonarismo, no Estado, Gilson vinha em atritos constantes com o ex-perfeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, presidente estadual do partido e pré-candidato a senador, mesmo espaço que o ex-ministro pretendia conquistar depois que, pouco antes de ser preso, Bolsonaro declarou em entrevista coletiva que ele seria o nome de sua preferência para o Senado em Pernambuco.
Gilson vem conversando, como já informou este blog, com os partidos Novo e Podemos e não estar descartada a possibilidade dele se filiar a um dos dois. Seu passe vem sendo disputado seriamente nos bastidores porque, se for candidato a deputado federal, garante, de saída, uma vaga das 25 destinadas ao estado. As previsões são no sentido de que ele possa vir a ter mais de 200 mil votos, apesar de ter que mudar de número pois o 22, que é vinculado a Bolsonaro, pertence ao PL.
Na carta, ele jura lealdade a Bolsonaro e Flávio Bolsonaro e diz que infelizmente não pode comunicar sua decisão ao ex-presidente porque está em prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. Gilson responde a inquérito acusado pelo STF de ter tentado ajudar o coronel Mauro Cid a conseguir passaporte português, o que ele nega. Termina sua carta afirmando “seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas, pautada nos valores do conservadores e pelo respeito ao serviço público e às responsabilidades que se requerem”.
Abaixo, o íntegro teor da carta
” Carta ao Partido Liberal e aos conservadores e liberais do Brasil
Comunico meu desligamento do Partido Liberal (PL) com a consciência tranquila de quem cumpriu o dever como cidadão e gestor de políticas públicas. Com lealdade, coragem e trabalho.
Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores.
Sempre leal ao Presidente Jair Bolsonaro e ao Senador Flávio Bolsonaro.
Minha relação com o presidente não é de circunstância, foi e é uma parceria construída e baseada na confiança, valores e projetos em comum por um Brasil melhor e mais justo.
Continuo sendo o nome defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco.
Porém não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão.
Dessa forma sigo minha caminhada alinhada aos valores do Presidente Bolsonaro.
Minha intenção é somar e unir forças de forma positiva para o desenvolvimento do Brasil.
No PL, contribuí efetivamente para o fortalecimento da legenda, por meio de mobilizações populares e obtendo mais de 1,3 milhão de votos em 2022, além de repetir o segundo lugar em 2024, resultado direto da força da base e do povo nordestino.
Por estar, neste momento, com restrições de deslocamento e impedido de sair de Recife, não pude comunicar pessoalmente minha decisão ao Presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, contudo, foi compartilhada com meus amigos Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que compreenderam que este novo passo fortalece nosso projeto político para 2026.
Seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas. Pautada nos valores conservadores e pelo respeito ao serviço público e as responsabilidades que se reque.
Sigo no projeto para uma nação cada vez mais soberana para Pernambuco e o Brasil.
Gilson Machado
Bolsonarista “.
Fonte: Redação e foto são da assessoria do político.




