
Em política, mais do que qualquer outra coisa na vida, é necessário discernir “tempo de calar e tempo de falar” como ensina o livro de Eclesiastes, capítulo 3, versículo 7. Isso ilustra bem o caso da situação do senador petista pernambucano, Humberto Costa e por quê? É porque o experiente político do PT deveria ter sido mais altivo e perspicaz, frente ao agora pré-candidato ao Governo do Estado, socialista João Campos.
Não é de hoje que João tem imposto ao PT, a condição de mero coadjuvante, quando o assunto é montagem de chapa e as últimas eleições para prefeito, mostraram isso. Naquela ocasião, o PT estadual tentou a todo custo emplacar Mozart Sales e não conseguiu, cuja escolha recaiu em Victor Marques, agora prefeito substituto de João Campos e homem da estrita confiança deste.
Agora, a história se repete, tendo como protagonista Humberto Costa, que – com toda razão – não queria Marília Arraes, na chapa majoritária de João, porque dois nomes no mesmo campo ideológico de esquerda pode ser altamente prejudicial ao senador.
Humberto bem que poderia ter sido mais enfático, junto a João, na defesa do que acredita, ou seja: Marília poderá comprometer definitivamente, sua reeleição, ao Senado. É certo que se a prioridade, em Pernambuco é reeleger Lula, também é certo que o senador, sem mandato não terá qualquer protagonismo, na cena política local, por motivos óbvios.
Se é certo que, para quem está de fora a realidade é outra, também é certo que, quem está de dentro deveria prestar mais atenção, para onde o vento sopra. O vento sopra, inexoravelmente para a eleição de um nome da esquerda e outro nome da direita, nas próximas eleições e não é só. Este mesmo vento sopra na direção contrária a Humberto. Deixar isso ainda mais claro, só mesmo desenhando! Tanto isso é verdade que o petista já avalia licenciar-se do cargo, para jogar-se de corpo e alma, no base do tudo ou nada, em tempo integral, em sua campanha.
Para que o senador Humberto Costa não fizesse assim tanta questão em correr o risco de perder a eleição, só faria sentido, se o presidente Lula estivesse voando em céu de brigadeiro, nas pesquisas de intenção de voto, o que não é o caso. Muito pelo contrário. Já existem até rumores de que Lula poderá desistir da candidatura à reeleição, para não correr o risco de perder para Flávio Bolsonaro.
Hora, se para forçar a barra, Marília ameaçou lançar-se até mesmo como candidata avulsa, caso João Campos não a incluísse na chapa, porque não agiu o senador, de forma semelhante? Agora imaginem se HC não for reeleito e se Lula for mesmo candidato e perder a eleição, como ficará Humberto? Ficará com sua vida pública interrompida e talvez até mesmo em definitivo.
O tempo dirá.
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