
“A tentativa de reduzir o peso eleitoral de Lula para justificar uma estratégia que não está posta como alternativa na condução política do Partido dos Trabalhadores, é incompatível com o compromisso da unidade necessária para reconduzir o projeto que vem reconstruindo o Brasil e melhorando a vida da classe trabalhadora. E a gravidade dessas iniciativas se acentuam quando são promovidas por representantes legislativos do partido”.
Isso foi o que disse o presidente do Diretório do PT, no Recife, vereador Osmar Ricardo, em nota enviada à imprensa, nesta sexta-feira, pronunciando-se sobre trechos de uma entrevista do deputado estadual e ex-prefeito do Recife, João Paulo.
Na citada entrevista João Paulo – que apoia a governadora Raquel Lyra do PSD – disse que “o apoio de Lula é importante, mas não define eleição, ao mesmo tempo em que defendeu a que o senador Humberto Costa, do PT concorra à reeleição na chapa da governadora.
Curioso é que João Paulo justificou suas razões, apontando resultados eleitorais do passado, em que candidatos e ele próprio, perderam eleições, apesar do apoio do presidente Lula. Mas apesar disso, está sendo censurado pelo presidente do Diretório petista da Capital, como se fossem anátemas ou excomungados, aqueles que divergem em alguma coisa do pensamento da direção do PT.
Ora, convenhamos! Se um quadro expressivo e histórico do PT (como é o caso de João Paulo não pode divergir do que pensam alguns, então não se trata essa sigla de um partido, mas de uma seita. Isso sim, é grave e até mesmo intolerável, numa democracia, num estado democrático de direito. Aliás, alguns dirigentes petistas falam tanto de democracia, mas na prática o discurso é outro.
A pergunta, portanto é: o deputado João Paulo não pode expressar o que pensa?
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