Blog Luis Machado

Notícias

Dino suspende “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes

Dino suspende “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes

Dino suspende “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes

Dino suspende “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes

O ministro do STF suspendeu os penduricalhos e reforçou o cumprimento do teto constitucional de remuneração, hoje em R$ 46.366,19

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os chamados “penduricalhos” do serviço público nos Três Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário, reforçando o cumprimento do teto constitucional de remuneração, hoje em R$ 46.366,19.

Na decisão liminar, no âmbito da Reclamação nº 88.319, Dino alerta para o uso indevido de verbas ditas “indenizatórias”, que, na prática, segundo a decisão do ministro, servem para turbinar salários e ultrapassar o limite previsto na Constituição. As informações são do site Metrópoles.

Com a decisão, apenas parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto, conforme entendimento já consolidado pelo STF.

Prazo de 60 dias

A cautelar determina que, em até 60 dias, órgãos de todos os níveis da Federação revisem as verbas pagas e suspendam aquelas que não têm base legal.

Além disso, cobra do Congresso Nacional a edição da lei que regulamente quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto. A decisão será submetida ao Plenário, em data ainda a ser definida pela presidência do STF.

Discussão no Congresso

A decisão do ministro ocorre no mesmo momento em que a Câmara dos Deputados aprovou duas propostas que reajustam os salários básicos dos servidores da Casa e do Senado. Além de reformular gratificações, os textos criam um “penduricalho” que concede folgas por dias trabalhados, com possibilidade de indenização fora do teto do funcionalismo, para alguns tipos de cargos.

O projeto que atualiza os vencimentos de servidores da Câmara foi apresentado na manhã desta terça pela direção da Casa. O texto, que ainda terá de ser analisado pelo Senado, estabelece novos pisos salariais fixos para ocupantes dos cargos de analista e técnico legislativo.

O aumento da remuneração básica absorverá a extinção da gratificação por representação (GR), que começa em cerca de R$ 16 mil. Com o encerramento da GR, por exemplo, o salário fixo do nível inicial do posto de analista legislativo saltará de R$ 5.739,22 para R$ 14.008,22.

A proposta estende aos servidores da Câmara a chamada Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que já havia sido aprovada para os servidores do Senado e do TCU.

A previsão está no PL nº 179/26, de autoria da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB). O relator é o deputado Alberto Fraga (PL-DF), que apresentou parecer favorável ao projeto.

Na prática, a GDAE cria um mês de 40 dias de trabalho para os servidores que já ocupam funções comissionadas da Casa. Graças à nova gratificação, os salários mais elevados na Câmara poderão chegar a R$ 77 mil mensais, de acordo com cálculos dos próprios técnicos da Câmara, conforme publicou a coluna do Metrópoles, de Andreza Matais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Recentes