
Ela carrega o estigma de, apesar liderar em pesquisas de intenção de voto, em épocas de pré-campanhas eleitorais, por não ter o merecido reconhecimento por parte da esquerda pernambucana. Estamos falando da ex-deputada federal, Marília Arraes, postulante, neste momento à indicação de candidata ao Senado, na chapa do pré-candidato a governador e atual prefeito do Recife, João Campos do PSB.
Foi assim, em 2014, quando Marília – então vereadora do Recife e filiada no PSB – liderava todas as pesquisas, mas, por conta de arranjos políticos, foi rifada em suas pretensões de ser lançada como candidata ao Governo do Estado, em favor do então pré-candidato Paulo Câmara, nome preferido do então governador Eduardo Campos. Câmara foi eleito governador.
Por falta de altivez e amadorismo político dela, a então chamada Neta de Arraes teve que abrir mão do seu projeto de ser governadora, contentando-se com o prometido apoio da Frente Popular, de que seria eleita deputada federal e foi o que aconteceu.
Em 2o2o, já no PT, Marília enfrenta o primo João Campos, numa duríssima campanha para prefeito do Recife. Mais uma vez foi ingênua em suas ideias propositivas e foi engolida por Campos. Nadou e mais uma vez morreu na praia.
Agora, lá está Marília, desta vez como presidente do Solidariedade pernambucano. Como nas outras vezes, a prima de João Campos lidera as pesquisas ao Senado e, “para variar”. apesare disso, corre o risco de ser outra vez rifada, visto que em sua sombra está o senador petista Humberto Costa, quer quer a reeleição, também na chapa do pré-candidato João Campos.
Mas, e não são duas vagas ao Senado e não há, no PT nacional, quem defende Marília e Humberto com João? Sim. Só que, para HC uma eventual candidatura de Marília no mesmo palanque, dividiria os votos com ele Humberto e com isso a reeleição dele já não seria assim, tão certa, já que há outros nomes de peso, no palanque de Raquel Lyra. Há risco da eleição de um senador de João e um senador de Raquel.
Bem, o fato é que, à Marília Arraes só resta uma coisa, se não quiser perpetuar seu estigma de largar na dianteira e morrer na reta de chegada, ou seja: de, apesar de liderar as pesquisas, ser preterida. A menos que vá para o tudo ou nada lançando sua candidatura avulsa, fora do palanque de João, já que não vislumbra-se qualquer possibilidade dela compor até mesmo com Raquel Lyra, como ocorre noutras praças, Brasil afora, em que mágoas ou ideologias é o que menos conta.
Pelo histórico da ex-deputada, infere-se que não tem ela amor próprio, a ponto de chutar o pau da barraca e suscitar um fato novo, como por exemplo compor com Raquel, se é que esta aceita. Ela ainda é capaz de se dizer “candidata de Lula” como se este desse a mínima para ela. O que se diz é que Marília Arraes não tem espírito intrépido e de altivez, capaz de sacudir a cena política local, nessas proporções. Ou seja: tem asas, mas não sabe voar e com isso poderá ver que sua liderança em pesquisas de hoje, em nada adiantar, nos próximos meses.
________
Nossa missão é produzir e publicar. A sua é lê e, se concorda, compartilhar. Comente e compartilhe!
.




