
Não dá para ter meias palavras, quando é preciso dizer a verdade e é verdadeiro dizer que, o presidente Lula foi no mínimo infeliz, ao dizer em Salvador – na celebração de aniversário do PT – que a campanha presidencial deste ano será uma “guerra” e que o “Lulinha Paz e Amor acabou”.
É preciso ser mesmo muito irresponsável para se expressar publicamente dessa maneira, num País como o nosso, já tão dividido, em que a irracionalidade e insensatez tornaram-se a marca registrada dos nossos dias.
Não bastasse a violência praticada por facções do crime organizado – que há muito tornou-se outro Poder, no Brasil – além da onda de corrupção desenfreada e fora de controle – que em alguns casos respingam no próprio governo do PT, agora vem o chefe da Nação e chancela o ódio entre políticos da situação e da oposição, com termos infelizes e inoportunos, dessa maneira.
Ao invés de dizer o que disse, Lula, se fosse um estadista, teria dito é que não mais se candidataria. Aliás, essa postura deveria ter sido adotada por ele, lá atrás, na última campanha, quando foi liberado inconstitucionalmente por seu braço direito, que é o Supremo Tribunal Federal e enfrentou o ex-presidente, Jair Bolsonaro.
Nem Lula nem Bolsonaro deveriam ter-se lançado candidatos. Dizíamos naquela época, aqui, no Blog Luís Machado, que não tinham eles o direito de enforcar o ensaio de uma terceira via política, capaz de tirar o Brasil do atraso político. Mas já sabíamos que isso era praticamente uma utopia. Só seria viável, se ambos pensassem verdadeiramente no Brasil e não em seus projetos pessoais.
Agora, Lula preconiza clima de guerra, porque sabe que isso é palatável e alimenta a divisão manipuladora de uma parcela do eleitorado incauto que, deixa-se levar por ideologias que só interessam aos que se alternam no poder, tal qual ocorreu com o peronismo, na Argentina.
Assim como ocorreu durante décadas, no país vizinho, aqui no Brasil, a divisão alimenta o nefasto projeto de alternância no poder. Os Lulistas não sobrevivem sem os bolsonaristas e vice-versa. A divisão só a eles interessa e a mais ninguém.
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